O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós.
JEAN-PAUL SARTRE

domingo, 24 de janeiro de 2010

DOROTHEA LANGE (1895-1965)

Esta fotografa americana, nos anos 1930, ao serviço da Farm Security Administration, percorreu vinte e dois estados do Sul e Oeste dos Estados Unidos, recolhendo imagens que documentam o impacto da Grande Depressão na vida dos camponeses.
Lange é a autora da fotografia "Mãe Emigrante", de 1936. Trata-se da mais famosa fotografia saída da FSA e uma das mais reproduzidas da história da fotografia, tendo aparecido em mais de dez mil publicações.







sábado, 23 de janeiro de 2010

ESPERANÇA - RICARDO REIS


Quero ignorado, e calmo
Por ignorado, e próprio
Por calmo, encher meus dias
De não querer mais deles.

Aos que a riqueza toca
O ouro irrita a pele.
Aos que a fama bafeja
Embacia-se a vida.

Aos que a felicidade
É sol, virá a noite.
Mas ao que nada espera
Tudo que vem é grato.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

EDWARD HOPPER (1882 — 1967)



Realista imaginativo, este artista retratou com subjectividade a solidão urbana e a estagnação do homem causando ao observador um impacto psicológico. A obra de Hopper sofreu forte influência dos estudos psicológicos de Freud e da teoria intuicionista de Bergson, que buscavam uma compreensão subjectiva do homem e dos seus problemas. O tema das pinturas de Hopper são as paisagens urbanas, porém, desertas, melancólicas e iluminadas por uma luz estranha. Arte individualista. Expressão de solidão, vazio, desolação e estagnação da vida humana, expresso pelas figuras anónimas que jamais se comunicam. Pinturas que evocam silêncio, reserva, com um tratamento suave, exercendo frequentemente forte impacto psicológico. Semelhança com a pintura metafísica.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

HENRI CARTIER-BRESSON





Henri Cartier-Bresson (1908 – 2004) was a French photographer considered to be the father of modern photojournalism, an early adopter of 35 mm format, and the master of candid photography. He helped develop the "street photography». or "real life reportage" style that has influenced generations of photographers that followed.








segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

ALEXANDER SEARCH

Alexander Search é um dos heterónimos, de Fernando Pessoa, criado em 1899, quando Pessoa ainda era um estudante. Com este nome, o poeta escrevia cartas a si mesmo além de poemas escritos em inglês.Os poemas escritos em inglês foram feitos num período em que Fernando Pessoa estava na África do Sul, com a mãe e o padrasto.



A MEU MAIOR AMIGO

Quando eu morrer, eu sei, tu escreverás
Triste soneto à morte prematura;
Dirás que a vida cansa em amargura
E, pálido e frio, tu me cantarás.

Nas quadras, reflectido se lerá
De como, vã e breve, a vida expira
E como em terra funda, dura e fria,
A vida, má ou boa, acabará.

A seguir, nos tercetos, tu dirás
Que a morte é mistério, tudo fugaz,
Verdadeira, talvez, a vida além.

Por fim porás a data, assinarás.
E, relido o soneto, ficarás
Contente por tê-lo escrito bem.


CANÇÃO DE FANNY

Vimos da onda, da costa
Em som arrebatador,
E da aragem que recosta
Numa nuvem seu langor;
Vimos do rio que murmura,
Da folhagem que sussurra,
Nós vimos alegremente.

Como os pingos do orvalho,
Brilhantes e numerosos
Nós descemos até Fanny
Como os dias luminosos;
Do alto cume do monte
E do cintilar da fonte,
Nós vimos alegremente.

Vimos do vale, da colina,
Da montanha, do valado;
Da tristeza da tardinha
Com tanto conto contado;
Do prado em sua doçura,
Da sombra em sua frescura,
Nós vimos alegremente.

Habitámos no salgueiro
E no ninho que acoberta,
Mas fizemos travesseiro
Do coração do poeta;
E de tudo o que repassa
As almas de amor e graça,
Nós vimos alegremente.



SOUVENIR

Como é doce e triste por vezes ouvir
Algum som antigo trazido à memória,
E ver, como em sonhos, algum rosto querido,
Trecho de paisagem, campo, rio ou vale,
Lembrança tão breve, triste e agradável,
Algo que recorde o tempo bom da infância.
Então em dor feliz as lágrimas brotam,
Esse choro subtil que na mente aguarda,
E tudo o já sentido - campo, rio e voz -
Toma outro alcance, na memória adornado,
E lento emerge em fantasiosa luz.
Mas, ai, eis que acordo p'los sonhos traído!
O que sinto e ouço apenas ilusão,
Porque o passado não pode regressar.
Estes campos não são os que eu conheci,
Os sons não são os que ouvi; tudo passou
E tudo o que é passado, ai, não volta mais.



Alexander Search
Poesia
edição e tradução
Luísa Freire
Assírio & Alvim
Obras de Fernando Pessoa
1999


«Aqui jaz quem julgou ser o melhor de todos os poetas deste vasto mundo.»


EPITÁFIO

Aqui jaz Alexander Search
Que Deus e os homens deixaram só,
Que sofreu e chorou ser escárnio da natureza.
Recusou o Estado, recusou a igreja,
Recusou Deus, a mulher, o homem e o amor,
Recusou a terra em volta e o céu além.
Resumiu assim o seu saber:
(...)e amor não há
Nada no mundo existe de sincero
Salvo a dor, o ódio, a luxúria e o medo
E mesmo estes são ainda suplantados
Pelos males que causam.
Andava pelos vinte anos quando morreu
Estas foram as suas últimas palavras:
Deus, a Natureza e o Homem, malditos sejam!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

SIMBOLISMO

KLIMT - Kiss

MOREAU - Aparição

BÖCKIN - A Ilha dos Mortos

ENSOR - Chegada de Cristo a Bruxelas

MUNCH - O Grito

A minha atenção tem andado virada para o Movimento Simbolista/Decadentista. Tenho ostado alguma poesia de Baudelaire, Malharmé e há outros dois poetas que também tenho andado a reler, Baudelaire, Verlaine...Hoje coloco algumas pinturas que gosto, de alguns pintores simbolistas, também há quem se refira a esta pintura, como Pintura Fantástica.