O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós.
JEAN-PAUL SARTRE

sábado, 20 de fevereiro de 2010

4.33 - JOHN CAGE

John Cage, chocou o mundo em 1952, quando apresentou uma peça para qualquer instrumento solista ou grupo instrumental na qual os músicos permanecem em silêncio durante 4 minutos e 33 segundos. São três andamentos de silêncio, com duraçõs diferentes.

Gosto do silêncio, mas às vezes é ensurdecedor e provoca desassossego.

NÃO SEI DE QUEM É ESTE QUADRO!...

Fiquei impressionada com este quadro, não sei quem é o seu autor, lembra Picasso, em determinada fase, já que teve várias...expressa a miséria de uma forma muito comovedora!...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

FOTOGRAFIAS DE ROBERT CAPA



SICÍLIA



GUERRA CIVIL ESPANHOLA

ISRAEL


DIA D - II GUERRA


ROBERT CAPA



Robert Capa, (Endre Ernő Friedmann) (Budapeste, 1913 — 1954), foi um dos mais
célebres fotógrafos de guerra. Capa cobriu os mais importantes conflitos da
primeira metade do século XX: a Guerra Civil Espanhola, a Segunda Guerra
Sino-Japonesa, a Segunda Guerra Mundial na Europa (em Londres, na Itália, a
Batalha da Normandia em Omaha Beach, e a libertação de Paris), no Norte da África,
a Guerra árabe-israelense de 1948. Com
David Seymour, Henri Cartier-Bresson e George Rodger, fundou a
Agência Magnum (1947).
Capa morreu na
Guerra da Indochina, em 1954, ao calcar uma
mina terrestre.
Obtido
em "
http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Capa"

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

CESÁRIO VERDE - O SENTIMENTO DE UM OCIDENTAL

CESÁRIO VERDE ( 1855 — 1886)
Para saber mais sobre o poeta: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ces%C3%A1rio_Verde
Gosto de várias poesias de Cesário Verde, mas esta...
O SENTIMENTO DE UM OCIDENTAL
I
Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam um desejo absurdo de sofrer.
O céu parece baixo e de neblina,
O gás extravasado enjoa-nos, perturba;
E os edifícios, com as chaminés, e a turba,
Toldam-se duma cor monótona e londrina
Batem os carros de aluguer, ao fundo,
Levando à via férrea os que se vão. Felizes!
Ocorrem-me em revista, exposições,
países:Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo!
Semelham-se a gaiolas, com viveiros,
As edificações somente emadeiradas:
Como morcegos, ao cair das badaladas,
Saltam de viga em viga os mestres carpinteiros.
Voltam os calafates, aos magotes,
De jaquetão ao ombro, enfarruscados, secos;
Embrenho-me, a cismar, por boqueirões, por becos,
Ou erro pelos cais a que se atracam botes.
E evoco, então, as crónicas navais:
Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado!
Luta Camões no Sul, salvando um livro a nado!
Singram soberbas naus que eu não verei jamais!
E o fim da tarde inspira-me; e incomoda!
De um couraçado inglês vogam os escaleres;
E em terra num tinir de louças e talheres
Flamejam, ao jantar, alguns hotéis da moda.
Num trem de praça arengam dois dentistas,
Um trôpego arlequim braceja numas andas;
Os querubins do lar flutuam nas varandas;
Às portas, em cabelo, enfadam-se os lojistas!
Vazam-se os arsenais e as oficinas,
Reluz, viscoso, o rio; apressam-se as obreiras;
E num cardume negro, hercúleas, galhofeiras,
Correndo com firmeza, assomam as varinas.
Vêm sacudindo as ancas opulentas!
Seus troncos varonis recordam-me pilastras;
E algumas, à cabeça, embalam nas canastras
Os filhos que depois naufragam nas tormentas.
Descalças! Nas descargas de carvão,
Desde manhã à noite, a bordo das fragatas;
E apinham-se num bairro aonde miam gatas,
E o peixe podre gera os focos de infecção!
II
Toca-se as [sic] grades, nas cadeias. Som
Que mortifica e deixa umas loucuras mansas!
O aljube, em que hoje estão velhinhas e crianças,
Bem raramente encerra uma mulher de "dom"!
E eu desconfio, até de um aneurisma
Tão mórbido me sinto,ao acender das luzes;
À vista das prisões, da velha sé, das cruzes,
Chora-me o coração que se enche e que se abisma.
A espaços, iluminam-se os andares,
E as tascas, os cafés, as tendas, os estancos
Alastram em lençol os seus reflexos brancos;
E a lua lembra o circo e os jogos malabares.
Duas igrejas, num saudoso largo,
Lançam a nódoa negra e fúnebre do clero:
Nelas esfumo um ermo inquisidor severo,
Assim que pela história eu me aventuro e alargo.
Na parte que abateu no terremoto,
Muram-se as construções rectas, iguais, crescidas;
Afrontam-me, no resto, as íngremes subidas,
E os sinos dum tanger monástico e devoto.
Mas num recinto público e vulgar,
Com bancos de namoro e exíguas pimenteiras,
Brônzeo, monumental, de proporções guerreiras,
Um épico doutrora ascende, num pilar!
E eu sonho o Cólera, imagino a Febre,
Nesta acumulação de corpos enfezados;
Sombrios e espectrais recolhem os soldados,
Inflama-se um palácio em face de um casebre.
Partem patrulhas de cavalaria
Dos arcos dos quartéis que foram já conventos;
Idade Média! A pé, outras, a passos lentos,
Derramam-se por toda a capital, que esfria.
Triste cidade! Eu temo que me avives
Uma paixão defunta! Aos lampiões distantes,
Enlutam-me, alvejando, as tuas elegantes
Curvadas a sorrir às montras dos ourives.
E mais: as costureiras, as floristas
Descem dos magasins, causam-me sobressaltos;
Custa-lhes a elevar os seus pescoços altos
E muitas delas são comparsas ou coristas.
E eu, de luneta de uma lente só,
Eu acho sempre assunto a quadros revoltados:
Entro na brasserie; às mesas de emigrados
Joga-se, alegremente, e ao gás, o dominó!
III
E saio. A noite pesa, esmaga. Nos
Passeios de lajedo arrastam-se as impuras.
Ó moles hospitais! Sai das embocaduras
Um sopro que arripia os ombros quase nus.
Cercam-me as lojas, tépidas. Eu penso
Ver círios laterais, ver filas de capelas,
Com santos e fiéis, andores, ramos, velas,
Em uma catedral de um comprimento imenso.
As burguesinhas do catolicismo
Resvalam pelo chão minado pelos canos;
E lembram-me, ao chorar doente dos pianos,
As freiras que os jejuns matavam de histerismo.
Num cutileiro, de avental, ao torno,
Um forjador maneja um malho, rubramente;
E de uma padaria exala-se, inda quente,
Um cheiro salutar e honesto a pão no forno.
E eu, que medito um livro que exacerbe,
Quisera que o real e a análise mo dessem;
Casas de confecções e modas resplandecem;
Pelas vitrines olha um ratoneiro imberbe.
Longas descidas! Não poder pintar
Com versos magistrais, salubres e sinceros,
A esguia difusão dos vossos reverberos,
E a vossa palidez romântica e lunar!
Que grande cobra, a lúbrica pessoa
Que espartilhada escolhe uns xales com debuxo!
Sua excelência atrai, magnética, entre o luxo
Que ao longo dos balcões de mogno se amontoa.
E aquela velha, de bandós! Por vezes,
A sua traîne imita um leque antigo, aberto,
Nas barras verticais, a duas tintas. Perto,
Escarvam, à vitória, os seus mecklemburgueses.
Desdobram-se tecidos estrangeiros;
Plantas ornamentais secam nos mostradores;
Flocos de pós de arroz pairam sufocadores,
E em nuvens de cetins requebram-se os caixeiros.
Mas tudo cansa! Apagam-se, nas frentes,
Os candelabros, como estrelas, pouco a pouco;
Da solidão regouga um cauteleiro rouco;
Tornam-se mausoléus as armações fulgentes.
"Dó da miséria!... Compaixão de mim!...
"E, nas esquinas, calvo, eterno, sem repouso,
Pede-nos sempre esmola um homenzinho idoso,
Meu velho professor nas aulas de latim!
IV
O tecto fundo de oxigénio, de ar,
Estende-se ao comprido, ao meio das trapeiras;
Vêm lágrimas de luz dos astros com olheiras,
Enleva-me a quimera azul de transmigrar.
Por baixo, que portões, que arruamentos!
Um parafuso cai nas lajes, às escuras:
Colocam-se taipais, ringem as fechaduras,
E os olhos dum caleche espantam-me, sangrentos.
E eu sigo, como as linhas de uma pauta,
A dupla correnteza augusta das fachadas;
Pois sobem, no silêncio, infaustas e trinadas,
As notas pastoris de uma longínqua flauta.
Se eu não morresse, nunca! E eternamente
Buscasse e conseguisse a perfeição das cousas!
Esqueço-me a prever castíssimas esposas,
Que aninhem em mansões de vidro transparente!
Ó nossos filhos! Que de sonhos ágeis,
Pousando, vos trarão a nitidez às vidas!
Eu quero as vossas mães e irmãs estremecidas,
Numas habitações translúcidas e frágeis.
Ah! Como a raça ruiva do porvir,
E as frotas dos avós, e os nómadas ardentes
Nós vamos explorar todos os continentes
E pelas vastidões aquáticas seguir!
Mas se vivemos, os emparedados,
Sem árvores, no vale escuro das muralhas!...
Julgo avistar, na treva, as folhas das navalhas
E os gritos de socorro ouvir estrangulados.
E nestes nebulosos corredores
Nauseiam-me, surgindo, os ventres das tabernas;
Na volta, com saudade, e aos bordos sobre as pernas,
Cantam, de braço dado, uns tristes bebedores.
Eu não receio, todavia, os roubos;
Afastam-se, a distância, os dúbios caminhantes;
E sujos, sem ladrar, ósseos, febris, errantes,
Amareladamente, os cães parecem lobos.
E os guardas que revistam as escadas,
Caminham de lanterna e servem de chaveiros;
Por cima, as imorais, nos seus roupões ligeiros,
Tossem, fumando sobre a pedra das sacadas.
E, enorme, nesta massa irregular
De prédios sepulcrais, com dimensões de montes,
A dor humana busca os amplos horizontes,
E tem marés, de fel, como um sinistro mar!
Lisboa

FERNANDO PESSOA versus CESÁRIO VERDE

OPINIÃO DE PESSOA, ACERCA DO POETA CESÁRIO VERDE (EXCERTOS)

Houve em Portugal, no século dezanove, três poetas, e três somente, a quem legitimamente compete a designação de mestres. São eles, por ordem de idades, Antero de Quental, Cesário Verde e Camilo Pessanha. Com excepção de Antero, todavia dubitativamente aceite e extremamente combatido, coube a todos três a sorte normal dos mestres- a incompreensão em vida, nos mesmos (como em Byron, derivando de Wordsworth e combatendo-o) sobre quem exerceram influência. A celebridade raras vezes acolhe os génios em vida, salvo se a vida é longa, e lhes chega ao fim dela. Quase nunca acolhe aqueles génios especiais, em quem o dom da criação se junta ao da novidade: que não sintetizam, como Milton, a experiência poética anterior, mas estabelecem como Shakespeare, um novo aspecto de poesia. Assim, e nos exemplos comparativamente citados, ao passo que Milton, embora sem pequenez para ser aceite pelo vulgo, foi de seu tempo tido como grande grandeza que tinha, Shakespeare não foi apreciado pelos contemporâneos senão como cómico. Com Antero de Quental se fundou entre nós a poesia metafísica, até ali não só ausente, mas organicamente ausente, da nossa literatura. Com Cesário Verde se fundou entre nós a poesia objectiva, igualmente ignorada entre nós. Com Camilo Pessanha a poesia do vago e do impressivo tomou forma portuguesa. Qualquer dos três, porque qualquer é um homem de génio, é grande não só adentro de Portugal, mas em absoluto. [...]Cesário Verde foi um dos mais radicais revolucionários que há na literatura. [...] Para medir a grandeza de Cesário é preciso lê-lo depois de por ampla leitura se estar saturado e integrado no género poético no meio do qual a sua obra surge como um relâmpago. É depois de ler essas obras que se deve ler Cesário; e é reflectindo então em que foi no meio psíquico, onde aquelas eram representativas e/ usuais/, que irrompeu a obra de Cesário Verde. Da violência enorme do contraste salta aos olhos, a par da extraordinária originalidade de Cesário, o conceito psicologicamente explicativo (...) a/ chave/ dessa individualidade sociologicamente considerada. Quanto à novidade da obra o contraste é flagrante. Em vez da retórica oca e do concomitante sentimentalismo difuso, da carência completa de tudo quanto fosse a visão artística do mundo exterior, da longa estrofe retumbante– o verso sóbrio e severo, o sentimento reprimido, a visão nítida (...) das cousas, o epíteto revelador, o uso simples e (...) da quadra, ou da quintilha, quase sempre apenas do decassílabo e do alexandrino. Isto é dito por alto; porque em toda a linha de comparação, em cada ponto da linha, o contraste é inteiro e completo. Dizer que Cesário sofreu influências várias quer dizer simplesmente que foi vivo. Todos os autores sofrem influências; a diferença começa no uso que fazem delas. Quanto maior a capacidade de compreensão de um espírito, mais facilmente influenciado é; quanto maior a sua capacidade de criação mais facilmente converte essas muitas influências na substância da sua personalidade.Uma individualidade pode ser intensa por ser estreita, ou por ser profunda. [...] Um espírito superficial tomará como pormenor curioso da obra de Cesário o cantar ele a cidade e também o campo. O mais curioso deste pormenor é que ele é falso. Cesário não canta nem as cidades nem os campos. Canta a vida humana, e canta nos campos e nas cidades, em relação à natureza livre dos campos e à/ natureza artificial/ das cidades. Poderá parecer que é um amante do minucioso da natureza. Mas uma comparação, ainda que ligeira, com o que amam e/ pintam/ minuciosamente a natureza, mostra, pela nenhuma parecença com Cesário, mesmo no modo de descrever, que Cesário não é como eles. E finalmente, quanto a sentimento, um só geralmente pode ter o esteta: o amor à vida e, correspondentemente, o horror à morte. Cesário Verde não é bem um temperamento de esteta. Tem sentimento puro demais, e/ sentimento da beleza/ a menos. Cesário é psiquismo muito mais curioso do que Théophile Gautier. Gautier é simplesmente o esteta típico; Cesário é qualquer coisa de mais individual. Não é bem um esteta português – isto é, o esteta que, por ser duma raça sentimental não pode nunca tipificar o esteta completamente. Essa apelação convém mais, por ex., a Eugénio de Castro. Cesário é outra cousa. É português, mas limitadamente esteta.*O sentimento estético não é grande em Cesário. O sentimento é forte e sincero, mas reprimido: e é nisto que Cesário é curioso. É português que reprime o sentimento. Tem-no, porque é um português, e um português sem sentimento é cousa que não se concebe.

Fernando Pessoa, no Livro do Desassossego (BERNARDO SOARES) escreveu:

“Vivo numa época anterior àquela em que vivo; gozo de sentir-me coevo de Cesário Verde, e tenho em mim, não outros versos como os dele, mas a substância igual à dos versos que foram dele.”

ALBERTO CAEIRO fez o poema:

Ao entardecer, debruçado pela janela,
E sabendo de soslaio que há campos em frente,
Leio até me arderem os olhos
O livro de Cesário Verde.

Que pena eu tenho dele! Ele era um camponês
Que andava preso em liberdade pela cidade.
Mas o modo como olhava para as casas,
E o modo como reparava nas ruas,
E a maneira como dava pelas coisas,
É o de quem olha para as àrvores,
E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai andando
E anda a reparar nas flores que há pelos campos…

Por isso ele yinha aquela grande tristeza
Que ele nunca disse bem que tinha,
Mas andava na cidade como quem anda no campo
E triste como esmagar flores em livros
E pôr plantas em jarros…


E ÁLVARO DE CAMPOS

Ah o crepúsculo, o cair da noite,o acender de luzes nas grandes cidades

E a mão de mistério que abafa o bulício,
E o cansaço de tudo em nós que nos corrompe
Para uma sensação exacta e precisa e activa da vida!
Cada rua é um canal de uma Veneza de tédios
E que misterioso o fundo unânime das ruas,
Das ruas ao cair da noite, ó Cesário Verde, ó Mestre
Ó do «Sentimento de um Ocidental»!
[…]

(Álvaro de Campos é, como Cesário Verde, um poeta urbano: como ele, embora de forma mais chocantemente futurista, focou a cidade e a sua multidão anónima e também o cansaço e o tédio de si mesmo. Campos evoluciona, nos poemas, de uma euforia desmedida para uma imensa angústia que muitas vezes se exprime por meio de amargas ironias. Veja-se, por exemplo, a grande ironia que transparece do poema Tabacaria. Toda a desordem de ritmos, toda a violência de metáforas e expressões, provêm do desespero de não poder meter nas palavras o tamanho das sensações. E o próprio Campos afirma: "A emoção intensa não cabe na palavra: tem que baixar ao grito ou subir ao canto".)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

SOU UMA UTÓPICA DE ESQUERDA...

Não estou, nem nunca estive presa a nenhum partido político, isto permite-me criticar e elogiar um ou outro, mas sempre me considerei de esquerda, ie nunca votei no que se pode convencionar por direita. Há muitas esquerdas e pouca esquerda!...Posso ser mais radical ou mais tolerante, tudo depende da análise que faço, caso a caso.
A esquerda para mim, está implicada com a luta por uma mudança social com o intuito de criar uma sociedade mais igualitária. Este termo surgiu durante a Revolução Francesa. Esta é a esquerda que defendo, uma esquerda imbuída de humanismo, firmando-se na trilogia revolucionária – FRATERNIDADE, SOLIDARIEDADE E LIBERDADE. Penso que esta esquerda é progressiva e que sempre esteve ao lado das lutas sociais, das melhorias no trabalho, na jornada das 8 horas, nas férias, na semana inglesa, no combate à miséria, no apoio às crianças, aos idosos, etc…
Um conceito distinto de esquerda política foi originado com a Revolta de 1848 em França. Os organizadores da Primeira Internacional consideravam-se os sucessores da ala esquerda da Revolução Francesa (a jacobina). O termo esquerdista passou a definir vários movimentos revolucionários na Europa, especialmente socialistas, anarquistas e comunistas. O termo também é utilizado para descrever a social-democracia e o liberalismo social (diferente do liberalismo económico, considerado de direita).

Li os ENSAIOS POLÍTICOS, de Pessoa, sou «pessoana», mas não a 100%, no entanto considero que ele foi um génio e poderia usar muita adjectivação, mas sempre senti um grande cansaço pelos adjectivos! Pessoa viveu num tempo muito diverso, mas ao dizer: hoje liberalismo implique também um «capitalismo selvagem sem freios».
Pessoa defendia, a liberdade individual como um objectivo central e que a falta de oportunidades económicas, educação, saúde, etc., podem ser tão prejudiciais para a liberdade como um Estado opressor. Derivado disto, os liberais sociais estão entre os mais fortes defensores dos direitos humanos e das liberdades civis, combinando esta vertente com o apoio a uma economia em que o Estado desempenha essencialmente um papel de regulador e de garantidor, para que todos tenham acesso, independentemente da sua capacidade económica, aos serviços públicos que asseguram os direitos sociais fundamentais.
Tudo isto, está de acordo com os meus anseios!...
Será que a definição do Liberalismo Social, é cumprida?
Hoje em dia os conceitos estão muito adulterados, mas regimes ditatoriais de esquerda ou direita nem pensar! Há o «centrão», com um partido social-democrata e um partido socialista que me parecem descaracterizados, mas são os únicos com possibilidades de governar e depois há realmente a esquerda e a direita, que chegando ao poder por muito que gritem, acomodam-se e fazem simbiose com o «status-quo», apesar de tudo a esquerda, tem como objectivo denunciar os problemas sociais, enquanto a direita a sua vocação é o populismo.