segunda-feira, 25 de junho de 2012
domingo, 17 de junho de 2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
ESCUTA ZÉ NINGUÉM!
Escrito em 1945, Escuta, Zé Ninguém! foi o resultado de tumultos e conflitos íntimos de um cientista e pensador profundamente inconformista. Lido por milhares de leitores ao longo de várias gerações Escuta, Zé Ninguém!, é ainda hoje um livro de reflexão importante.
«Terás de entender que és tu quem transforma homens medíocres em opressores e tornas mártires os verdadeiramente grandes; que os crucificas, os assassinas e os deixas morrer de fome; que não te ralas absolutamente nada com os seus esforços e as lutas que travam em teu nome; que não fazes a menor ideia de quanto lhes deves do pouco de satisfação e plenitude de que gozas na vida.»
«Terás de entender que és tu quem transforma homens medíocres em opressores e tornas mártires os verdadeiramente grandes; que os crucificas, os assassinas e os deixas morrer de fome; que não te ralas absolutamente nada com os seus esforços e as lutas que travam em teu nome; que não fazes a menor ideia de quanto lhes deves do pouco de satisfação e plenitude de que gozas na vida.»
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Não Há Vício que se não Esconda Atrás de Boas Razões
quinta-feira, 31 de maio de 2012
REFLEXÃO-MISHIMA
«Naquele
momento, teria sentido uma alegria muito enganadora ao pensar que o meu desejo,
a satisfação do meu desejo forneceria uma prova evidente da minha
impossibilidade de sentir o amor. Mas a carne traiu-me: aquilo que o meu
espírito queria, o meu corpo fê-lo no seu lugar. Achei-me desta maneira perante
uma nova contradição. Falando um pouco vulgarmente, diria que, convencido de
nunca vir a ser amado, limitara-me a sonhar acerca do amor; e que, finalmente
substituíra o amor pelo desejo, facto que me trouxera a paz. Mas subitamente
descobri que o próprio desejo exigia de mim o esquecimento das minhas condições
de vida, o afastamento da única barreira entre o amor e eu: a certeza de nunca
vir a ser amado. Julgara o desejo uma coisa muito mais límpida do que é na
verdade, não suspeitara minimamente de que ele nos obrigava, por muito pouco
que fosse, a ver-nos sob uma luz de sonho.»
Excerto de "O Templo Dourado",
de Yukio Mishima,
Tradução de Filipe Jarro,
Edição:
Assírio e Alvim, 1985
quinta-feira, 24 de maio de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
MAURICE RAVEL, «A Hora Espanhola»
MAURICE RAVEL, «A Hora Espanhola, deliciosa comedia picante em um acto,
mal recebida na época por excesso de ousadia.
Ravel foi um mestre absoluto do impressionismo musical francês e a sua
música uma extraordinária sucessão de coloridos sonoros, que não obedeciam às
regras da harmonia tonal tradicional. Uma desobediência que foi mal recebida na
época.
Apesar de tudo, Ravel conseguiu fazer uma ponte entre tradição e
inovação.
Foi também um extraordinário orquestrador que trabalhava os coloridos
orquestrais e os jogos de timbre de um modo único. O exemplo mais expressivo é
o Bolero, em que a mesma melodia é repetida dezenas de vezes e que não é enfadonho
pela constante surpresa da orquestração, conseguindo tirar um efeito mágico.
Outra característica desta obra é a variedade de influências e de referências
estilísticas e culturais que se fundem nesta obra singular. Ravel apreciava as
atmosferas musicais exóticas: espanholas, africanas, árabes, japonesas e a
música afro-americana que deu origem ao blues.
A sua influência espanhola vem da mãe que era basca e em França havia
tradicionalmente um grande fascínio por Espanha, misto de fanatismo religioso
com a sensualidade, no ritmo das danças bem marcadas e o rubro dos elementos de
barbárie, touradas e duelos.
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