terça-feira, 14 de maio de 2013
sábado, 11 de maio de 2013
MARTHA GRAHAM
A 11 de
Maio de 1894, nasceu uma das maiores bailarinas de todos os tempos, Martha
Graham.
A sua
biografia, faz referência a uma conversa que teve com o pai. Nessa conversa
estava a mentir e o pai fez-lhe ver, que não estava a dizer a verdade, porque
pelos gestos, maneira de olhar, tudo lhe dizia que estava a mentir. Martha
guardou essa lição, como essência de verdade nos movimentos primitivos do corpo
e encontrou uma forma revolucionária de dançar. Enquanto Isadora Duncan se
serviu da música e da poesia, para inspirar as suas danças, longe da rigidez do
ballet clássico, sendo considerada a criadora da dança moderna, Martha Graham,
foi mais radical, dando toda a prioridade ao corpo e ao movimento, sendo a
música criada posteriormente, em função das emoções arrancadas das entranhas e
sempre na descoberta do que o corpo é capaz de fazer. Chamavam-lhe «a acrobata
de Deus». O corpo tem uma linguagem extraordinária, consegue dizer aquilo, que
não há palavras que digam e por vezes diz o que não queríamos que se soubesse.
«Quando
estamos muito perturbados, há um brusco mergulho interior. A dançar, eu
mostrava por fora o que nos acontece por dentro: todo o mau corpo caía por
terra».
Não foi
fácil a aceitação pelo público deste novo estilo, mas depois de várias privações,
atingiu o sucesso. Fez o seu último espetáculo com 75 anos em 1996 e ressurgiu
três anos depois, como diretora da companhia, assumindo depois a coreografia
por quase 20 anos. Morreu em 1991.
CURIOSIDADE:
Diante dos quadros de KandinskY, «quase desmaiei, porque percebi que não estava
louca, outros viam o mundo e a arte da mesma maneira que eu»!
terça-feira, 7 de maio de 2013
ISADORA DUNCAN
A 27 de maio de 1877, nasceu a mítica Isadora Duncan. Para ela, mais que a educação geral que uma criança tem na escola, foram marcantes os serões, nos quais a mãe tocava Beethoven, Schumann, Schubert, Mozart, Chopin…e lia Shakespeare, Shelley, Keats…
O seu trabalho foi feito para desenvolver um método de consistência inabalável, rejeitando o ballet clássico. Estudou profundamente escultura e literatura grega, filosofia e música. Era inconformista e desafiadora, inspirando-se no poeta Walt Whitman, no culto do corpo como ligação à Natureza e ao divino.
Não foi fácil para Isadora ter êxito na América, foi preciso ir para Londres, e depois regressar com a sua áurea de bailarina excecional. Fazia espetáculos belíssimos onde aparecia descalça, roupas largas que completavam a harmonia dos seus «movimentos naturais», já que a nudez seria ousadia excessiva.
Obteve um grande êxito internacional, tornou-se um ícone do século XX.
O seu trabalho foi feito para desenvolver um método de consistência inabalável, rejeitando o ballet clássico. Estudou profundamente escultura e literatura grega, filosofia e música. Era inconformista e desafiadora, inspirando-se no poeta Walt Whitman, no culto do corpo como ligação à Natureza e ao divino.
Não foi fácil para Isadora ter êxito na América, foi preciso ir para Londres, e depois regressar com a sua áurea de bailarina excecional. Fazia espetáculos belíssimos onde aparecia descalça, roupas largas que completavam a harmonia dos seus «movimentos naturais», já que a nudez seria ousadia excessiva.
Obteve um grande êxito internacional, tornou-se um ícone do século XX.
Muitos lembrarão as várias tragédias que lhe ensombraram a vida. A sua subversão às regras do ballet têm um certo paralelismo com a sua vida boémia, com os seus vários amantes. Os seus passos, eram estudados e seguros, mas também livres e emocionados, flutuando na música e na poesia. Será sempre marcante na dança, pela sua viragem radical dos paradigmas.
sábado, 4 de maio de 2013
Vénus Negra - Saartjes Baartman (1789-1815)
Realizado pelo actor e
realizador Abdellatif Kechiche, um filme biográfico sobre a trágica história de
Saartjes Baartman (1789-1815), uma mulher da tribo Khoikhoi que, no início do
século XIX e devido às suas características físicas específicas, deixou o sul
de África para ser exibida nos salões europeus sob o nome "Venus
Hotentote", com promessas vãs de uma vida dourada. Chegada à Europa,
depois de viajar por toda a Inglaterra em espectáculos de aberrações. Mediante
um pagamento extra, os seus exibidores permitiam aos visitantes tocar-lhe as
nádegas, cujo invulgar volume (esteatopigia) parecia
estranho e perturbador ao europeu da época.
Por outro lado, Saartjie tinha sinus pudoris, também conhecido
por «avental», «cortina da vergonha» ou «bandeja», em referência aos longos lábios
da genitália .
Vai
para Paris e é estudada por alguns dos mais conceituados naturalistas e
anatomistas da época, que usaram as suas investigações para justificarem a
inferioridade dos negros, num esforço claro de legitimação do racismo e
escravatura. Tinha sido comprada por um francês, que a tratava bastante mal, com a
derrota de Napoleão, o fim do seu governo, as exposições tornaram-se
impossíveis. Saartje foi levada a prostituir-se e tornou-se alcoólica. A 29 de
Dezembro de 1815, Saartjie Baartman morreu na miséria. O seu corpo foi doado ao
Musée de l'Homme de Paris, onde o seu esqueleto, órgãos genitais e cérebro
foram conservados em formol e exibidos até 1974. Em 2002, a pedido do então
Presidente sul-africano Nelson Mandela, os seus restos mortais regressaram ao
seu país, onde foi feita uma cerimónia fúnebre.
domingo, 28 de abril de 2013
ELIZABETH BISHOP
A arte de perder
A arte de perder não é nenhum mistério;
Tantas coisas contêm em si o acidente
De perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero,
A chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério:
Lugares, nomes, a escala subsequente
Da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mãe. Ah! E nem quero
Lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas. E um império
Que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.
– Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo
que eu amo) não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser mistério
por muito que pareça (Escreve!) muito sério.
(tradução de Paulo Henriques Britto)
A arte de perder não é nenhum mistério;
Tantas coisas contêm em si o acidente
De perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero,
A chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério:
Lugares, nomes, a escala subsequente
Da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mãe. Ah! E nem quero
Lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas. E um império
Que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.
– Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo
que eu amo) não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser mistério
por muito que pareça (Escreve!) muito sério.
(tradução de Paulo Henriques Britto)
quinta-feira, 18 de abril de 2013
PRÉMIO AMADEO DE SOUZA-CARDOSO
Amadeo de Souza-Cardoso ( 1887 – 1918) foi um pintor, que morreu cedo, quando ainda tinha tanto a dar.
Amadeo de Souza-Cardoso destacou-se entre a primeira geração de pintores modernistas, pela qualidade excecional da sua obra e pelo diálogo que estabeleceu com as vanguardas históricas do início do século XX. "O artista desenvolveu, entre Paris e Manhufe, a mais séria possibilidade de arte moderna em Portugal num diálogo internacional, intenso, com os artistas do seu tempo". A sua pintura articula-se de modo aberto com movimentos como o cubismo o futurismo ou o expressionismo, atingindo em muitos momentos – e de modo sustentado na produção dos últimos anos –, um nível em tudo equiparável à produção de topo da arte internacional sua contemporânea.
[Na 9ª.Edição do Prémio Amadeo de Souza-Cardoso, vai ser atribuído o prémio consagração a Paula Rego]
Amadeo de Souza-Cardoso destacou-se entre a primeira geração de pintores modernistas, pela qualidade excecional da sua obra e pelo diálogo que estabeleceu com as vanguardas históricas do início do século XX. "O artista desenvolveu, entre Paris e Manhufe, a mais séria possibilidade de arte moderna em Portugal num diálogo internacional, intenso, com os artistas do seu tempo". A sua pintura articula-se de modo aberto com movimentos como o cubismo o futurismo ou o expressionismo, atingindo em muitos momentos – e de modo sustentado na produção dos últimos anos –, um nível em tudo equiparável à produção de topo da arte internacional sua contemporânea.
[Na 9ª.Edição do Prémio Amadeo de Souza-Cardoso, vai ser atribuído o prémio consagração a Paula Rego]
segunda-feira, 15 de abril de 2013
MARCEL DUCHAMP
MARCEL DUCHAMP, artista
conceptual e teórico, considerado «maître à penser», de toda uma série de
escolas estéticas de vanguarda. Sucessivamente cubista, dadaísta e surrealista,
deixou uma obra escassa e esotérica.
Considerava-se um
anti-artista, em rutura com a escola tradicional. Era um filósofo, o sentido
das ideias correspondia à expressão artística do homem – como origem da concepção
da arte.
Sua obra que era vista
por elitista por alguns, é democrata e popular. Duchamp demonstrou que todos
somos criadores se o desejarmos e se soubermos renovar constantemente o «olhar»
sobre o Mundo que nos rodeia.
A criação existe em todo
o homem. O contributo da criatividade é um direito a que todo o homem deve ter
acesso, mas deve ter sempre por objectivo o outro.
De Duchamp é muito
conhecida a sua obra «Nu descendant l’escalier» (Uma análise cronofotográfica,
mutação sucessiva e simultânea do movimento), mas principalmente os seus
«ready-made» (criação ocasional em fuga do «acaso»), elevando um objecto comum
à qualidade de arte e o mais conhecido é sem dúvida «La Fontaine», um urinol
invertido e colocado num pedestal. É uma forma de contestar tudo que na arte é
motivado por anos de formação tradicional.
Um outro interesse de
Duchamp foi o erotismo, Rrose Sélavy, foi o nome que escolheu, numa pretensa
mudança de sexo, para compreender a dualidade do homem e da mulher.
Duchamp com o seu sorriso
quase diabólico, parecia dizer: «Atenção, as coisas sempre que apresentadas,
não serão aquilo que se julga que sejam. Caberá a cada um a decisão de o
determinar».
O fotógrafo Man Ray foi
seu amigo de experiências!
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