JEAN-PAUL SARTRE
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
RAPIDAMENTE ESTÁ A CHEGAR O 2012!
O meu desejo de saúde para todos!
Em tempo de valsa, lembrando os famosos concertos de fim de ano, deixo aqui uma valsa, é bem necessário acertar o passo em uníssono!
terça-feira, 26 de abril de 2011
UMA PERDA...
Será que alguma vez voltarei a encontrar-te naquela floresta encantada que me constrói os sonhos? Sinto-me triste…sinto a tua ausência…tu entrastes nos mais belos sonhos, nas mais intensas imagens, nos sentimentos mais puros e completos.As flores que brilhavam na tua presença, a chuva miudinha e leve que nos molhava lentamente e nos deixava melancólicos e os raios brilhantes e suaves que nos acariciavam, penetrando por entre as folhas verdes das árvores, enviados pelo sol para nos iluminarem...
Toda a Natureza, que os nossos sonhos construíram para nós, está triste e pálida. Quero voltar a ver-te… A última vez que estavas no meu jardim encantado senti-te distante. Estavas a boiar no lago dos nenúfares. Quando sentiste a minha presença moveste-te e apareceste ao meu lado, com o teu sorriso húmido. Sentia a tua pureza a dissolver-se lentamente e a entrar na minha alma sob a forma de paz.Há imagens fixas na minha mente, um céu azul com nuvens brancas que se movem languidamente num rodopio sensual, o mar azul por baixo, imenso e assustadoramente infinito. O sol a brilhar como uma bola de fogo pronta a incendiar a minha alma.
Disseste adeus à medida que desaparecias, deixando um rasto de luz que parecia não ter fim...Uma lágrima de dor percorreu-me a face lentamente e vários sentimentos me percorreram por dentro. Os teus lábios murmuraram: “Adeus.” Começou a chover suavemente. As folhas das árvores ficaram acastanhadas e cobriram a relva verde. À medida que nos meus olhos a chuva se misturava com as lágrimas disse baixinho: “Adeus”… Tu foste-te embora e eu fiquei no meu pequeno mundo sem ti, mas tão dentro da minha alma…Estarás sempre no meu Universo de...
A vida é complexa, mas bela, porque nos dá os instrumentos para superarmos tudo, quando pensamos que nem sempre somos capazes. Mas temos que ter a coragem de preservar... E de repente não se olha para trás ou para os lados, para o passado ou para o futuro, apenas se mergulha para o coração da onda, para aquele centro que parece perfeito e onde entretanto o caos reina. A própria vida é uma essência desse caos. Qualquer coisa que nos envolve, nos aperta, às vezes nos dá vontade de gritar, outras de sorrir e sempre vontade de chorar, seja de alegria ou de tristeza...Agora é tempo de chorar, digerir e ganhar forças para o caminho que se segue. Não é fácil, mas nada o é. Vão ser precisos, muitos momentos, mas sempre presente que a vida se faz caminhando.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
UM DIA DE CHUVA...
Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol. Ambos existem; cada um como é.
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos" Heterónimo de Fernando Pessoa
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
CITAÇÃO
sábado, 8 de janeiro de 2011
HOMENAGEM AO TEP
TEP - http://www.infopedia.pt/$teatro-experimental-do-porto
Foi fundada em 1950 e o seu primeiro director foi António Pedro, uma pessoa muito prestigiada, como pintor surrealista, poeta e teatrólogo.
Sobre António Pedro:
http://www.infopedia.pt/$antonio-pedro>.
Para aceitar o cargo teve a pressão de um grupo de intelectuais, do qual posso destacar por ser o mais conhecido fora do país, o poeta Eugénio de Andrade.
O Teatro Experimental do Porto, dura até hoje, com muitas vicissitudes vividas, sendo a maior a censura que sofreu devido ao regime salazarista, que no entanto, nunca a impediu de apresentar o teatro mais ousado e moderno, apesar dos cortes a lápis azul, das visitas da Pide (Polícia de Intervenção Política), da apreensão de cartazes, sendo o caso mais escandaloso, o cartaz referente à peça «A Casa De Bernarda Alba» de Federico Garcia Lorca, que embora arrancado das paredes, sempre aparecia nas ruas! O problema estava em ser colocado o sagrada coração de Jesus no sítio do sexo de uma mulher:
Isto motivou uma grande polémica, inclusive eram realizadas missas de perdão pela prevaricação!!!O TEP começou por fazer representações em sítios diversos, até conseguir ter a sua própria sala, o chamado Teatro de Bolso, que tinha uma pequena plateia e um pequeno balcão, era de facto um espaço muito pequeno, que acabava por aconchegar as pessoas que o frequentavam tornando-as amigas, todas acabavam por ter o mesmo objectivo fugir da cultura castradora do regime e poder ver coisas diferentes! O convívio estendia-se também a actores, encenadores, técnicos, o que permitia sentir/ver o teatro por dentro, em cada dia de estreia, mesmo como espectadora não deixava de sentir um nó na garganta e desejar «merda»!
Eu só comecei a frequentar o TEP, precisamente nesse lugar especial chamado Teatro de Bolso, era então uma adolescente apaixonada por todas as formas culturais à margem, que existiam na cidade, foi lá que fui apresentada a diversos dramaturgos, tanto clássicos como modernos, dos quais posso destacar: Shakespeare, Ibsen, Wilde, Miller, Ionesco, Pirandello, Garcia Lorca, Brechet, Samuel Beckett, Karl Valentin, Thomas Bernhard, Heiner Müller, Jean-Paul Sartre, Harold Pinter, Jean Cocteau, Luis de Sttau Monteiro, Alexandre O'Neill, Bernardo Santareno, Eugene O'Neill, Alfonso Sastre, August Strindberg, Gil Vicente, Molière, Raul Brandão, Nicolau Gogol…
O TEP foi de facto uma escola de teatro para mim e teatro é a vida, como diziam os gregos é a mimesis da vida.
