O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós.
JEAN-PAUL SARTRE
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domingo, 23 de setembro de 2012

quinta-feira, 12 de julho de 2012

L'ÀPRES-MIDI D'UN FAUNE

Prelúdio L'ÀPRES-MIDI D'UN FAUNE", baseado no poema de Mallarmé, causou estranheza pela 'ausência de melodia': Debussy lançou na verdade, a sugestão de um tema melódico, sem desenvolvimento.

”Que à exaltação dos teus sentidos atribuis?
Fauno, a ilusão se escapa dos olhos azuis
E frios, como fonte em prantos, da mais casta
Toda suspiros, a outra, achas que ela contrasta
Qual brisa matinal
 quente no teu tosão?
Mas não! no lasso espasmo e na sufocação
Do calor, que a manhã combate, não murmura
Água se não a verte a minha flauta pura”


O poema «L'ÀPRES-MIDI D'UN FAUNE», de Stéphane Mallarmé, foi um marco na literatura francesa, como expoente do simbolismo e cujo refinamento lírico fez com que Paul Valéry o considerasse como o maior poema da literatura da França. Na obra o autor retrata um fauno a relembrar as aventuras sensuais que tivera pela manhã, junto às ninfas.




segunda-feira, 21 de maio de 2012

MAURICE RAVEL, «A Hora Espanhola»


MAURICE RAVEL, «A Hora Espanhola, deliciosa comedia picante em um acto, mal recebida na época por excesso de ousadia.
Ravel foi um mestre absoluto do impressionismo musical francês e a sua música uma extraordinária sucessão de coloridos sonoros, que não obedeciam às regras da harmonia tonal tradicional. Uma desobediência que foi mal recebida na época.
Apesar de tudo, Ravel conseguiu fazer uma ponte entre tradição e inovação.
Foi também um extraordinário orquestrador que trabalhava os coloridos orquestrais e os jogos de timbre de um modo único. O exemplo mais expressivo é o Bolero, em que a mesma melodia é repetida dezenas de vezes e que não é enfadonho pela constante surpresa da orquestração, conseguindo tirar um efeito mágico. Outra característica desta obra é a variedade de influências e de referências estilísticas e culturais que se fundem nesta obra singular. Ravel apreciava as atmosferas musicais exóticas: espanholas, africanas, árabes, japonesas e a música afro-americana que deu origem ao blues.
A sua influência espanhola vem da mãe que era basca e em França havia tradicionalmente um grande fascínio por Espanha, misto de fanatismo religioso com a sensualidade, no ritmo das danças bem marcadas e o rubro dos elementos de barbárie, touradas e duelos.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

domingo, 15 de abril de 2012

WAGNER



A Revolução Francesa é considerada a mãe de todas as revoluções. Os seus princípios de Liberdade, Igualdade e Fraternidade originaram uma nova ordem social na Europa e estenderam a sua influência ao nível das mentalidades um pouco por todo o mundo. As suas repercussões ao nível das artes em geral e da música em particular fizeram-se sentir ao longo de todo o século XIX, ecoando mesmo no século XX.
Se Wagner e Debussy anunciaram a ruptura com a tonalidade e desvendaram novas possibilidades no timbre, na forma e no gesto musical, personalidades como o excêntrico Eric Satie, o inovador Pierre Henry, o místico Messiaen ou o vanguardista Pierre Boulez criaram novos rumos para a música do nosso tempo. A Abertura da ópera Tannhaüser de Wagner (causou em Paris um escândalo lendário).

 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

VIVE LA FRANCE!

Sem qualquer alusão política (França perdeu triplo A, numa revoada de 9 mexidas de notação pela Standard & Poor's)!

A Casa da Música dedica o ano de 2012 à França e deste modo vai ouvir-se muita música francesa, também é celebrado os 150 anos do nascimento de Claude Debussy.
Neste concerto, além da obra Reverso, solo para orquestra nº. 6 de Pascal Dussapin, compositor contemporâneo em residência 2012, foi tocada a SINFONIA FANTÁSTICA de HECTOR BERLIOZ, que é realmente FANTÁSTICA!
É a primeira sinfonia de um jovem estudante, mas demonstra uma audácia e capacidade de inovação surpreendentes a par de uma mestria de orquestração genial.
Aos 25 anos, Berlioz, apaixona-se perdidamente pela actriz irlandesa Harriet Smithson. Inspiradas neste seu amor compõe: A Sinfonia Fantástica e Romeu e Julieta.
Esta sinfonia é programática: Episódio na vida de um artista – e relata alguns dos momentos da sua paixão pela actriz. A existência do programa torna unívoca a interpretação da música, esclarece o seu sentido aos ouvintes e explica a sua forma. Alguns pormenores de instrumentação como as harpas, o corne inglês e os sinos são pela primeira vez utilizados em música sinfónica. A sinfonia tem 5 andamentos: 1- Sonhos e Paixões, 2- Um Baile, 3 – Cena nos Campos, 4 – Marcha para o suplício, 5 – Sonho de uma Noite de Sabbat. Características originais na época. Uma outra inovação inserida por Berlioz é o conceito de ideé-fixe, um tema melódico, associado a uma personagem (neste caso a sua amada), que surge de forma recorrente ao longo da obra.
Berlioz dedicou o seu tempo mais à regência do que â composição, mas deixou uma obra bastante interessante. Era um amante da literatura, e muitas de suas melhores composições são influenciadas por obras literárias. Para compor, A Danação de Fausto, baseou-se no Fausto de Goethe, para Harold na Itália em Childe Harold, de Lord Byron, para Benvenuto Cellini, na autobiografia de Cellini, assim como Romeu e Julieta em Shakespeare e a sua grande obra Les Troyens , foi inspirada pela leitura da Eneida de Virgilio.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

ANTÓNIO PINHO VARGAS - ONZE CARTAS


ANTÓNIO PINHO VARGAS, apresentou em estreia a obra: ONZE CARTAS, encomenda da Casa da Música, Teatro Nacional São Carlos e Centro Cultural de Belém.
Vargas define esta obra como uma espécie de sinfonia/ópera falada na qual são ditos textos de Italo Calvino, Jorge Luís Borges e Bernardo Soares. Estes textos são ditos nas línguas originais e incidem sobre a dificuldade do acto criativo, com base na diferença de atitudes de cada um deles.
Vargas fez 60 anos e diz da sua carreira:
Na actual situação do país, é uma espécie de regresso atrás. Por um lado há um percurso conseguido, prosseguido, diverso, complexo, com uma série de coisas de que me orgulho; e ao mesmo tempo estou muito triste por sentir que provavelmente a vida cultural portuguesa irá ter, nos próximos anos, um retrocesso. Vai ser tudo muito difícil, sobretudo para as gerações mais novas, como as dos meus alunos, para as quais não há horizontes.
Canto dos Pássaros

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

sábado, 9 de julho de 2011

Casa da Música – Prémio Internacional Fundação da Casa da Música/SUGGIA

Guilhermina Suggia (Porto 1885-Porto1949)

Aos 7 anos aprendeu violoncelo com o seu pai, Augusto de Medim Suggia, violoncelista do Real Teatro São Carlos. Mais tarde foi estudar para o Conservatório de Leipzig, na Alemanha, com uma bolsa dada pela Rainha D. Amélia.

Atingiu grande sucesso, fazendo uma carreira internacional, como poucas mulheres nessa época. Londres foi o centro da sua actividade musical.

Com Pablo Casals formou o célebre «duo ibérico» e viveram juntos durante sete anos.

Regressou ao Porto no fim dos anos quarenta, dirigindo o naipe de violoncelos da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto, desempenhando também um importante papel pedagógico. Os seus instrumentos predilectos eram um Stradivarius e um Montagnana. O Montagnma, que foi comprado pela Câmara do Porto, é cedido ao vencedor até à edição seguinte, que se realiza de dois em dois anos.

De oito violoncelistas a concurso dos mais prestigiados conservatórios e escolas superiores de música da Europa, apresentaram-se três à final:

Ildikó Szabó, que nasceu na Hungria, tocou o Concerto para violoncelo e orquestra nº.1 de Dimitri Chostakovitch;

*

Jacob Shaw, que nasceu na Inglaterra, tocou o Concerto para Violoncelo e orquestra em Si menor, de Antonín Dvorák e Michael Petrov, natural da Bulgária tocou a Sinfonia Concertante de Sergei Prokofieff.

*

O júri constituído pela presidente honorária, a violoncelista Madalena Sá e Costa, pelos violoncelistas David Gerings e Paulo Gaio Lima e ainda pelo pianista Pedro Burmester, deliberaram entregar o prémio a Michael Petrov e apesar da grande qualidade dos outros participantes não foi nenhuma surpresa!

*A presença aqui de Mstislav Rostropovitch, é natural, na medida em que estas duas obras foram compostos, para este virtuoso violoncelista.

terça-feira, 5 de julho de 2011

STRAVINSKY

Ígor Stravinski (18821971) foi um compositor, pianista e maestro russo, considerado por muitos, como um dos compositores mais importantes e influentes do século XX.

Foi o arquétipo do russo cosmopolita, escolhido pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do século.

A carreira de compositor de Stravinski foi notável pela sua diversidade estilística. Inicialmente adquiriu fama internacional com três ballets encomendados pelo empresário Sergei Diaghilev e executados pelos Ballets Russes de Diaghilev: L'Oiseau de feu ("O Pássaro de Fogo") (1910), Petrushka (1911/1947), e Le Sacre du printemps ("A Sagração da Primavera") (1913).

Mas deixou uma obra vasta.

Do Concerto em Ré «Basel – 2. Arioso; Andantino

E da suite «O Pássaro de Fogo», «Canção de Embalar e Final»

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O MITO DE FAUSTO...

Entre os grandes mitos europeus, Don Juan, Orfeu, Don Quijote, etc., Fausto é aquele que mais «reencarnações» musicais suscitou. Na verdade desde Dr. Faustus, escrito por Christopher Marlowe (1594), ao Faust de Goethe e ao Doktor Faust de Thomas Mann, muitos compositores se inspiraram neste mito.

Faust de Goethe disseminou o mito num dos temas centrais da Cultura Ocidental oitocentista, o Doktor Faust, um século mais tarde actualiza as grandes preocupações civilizacionais da Segunda Guerra Mundial, desenvolvendo, num plano estético-filosófico a questão sobre o papel do artista e da Arte na Sociedade. No fundo indagando-se sobre o futuro da própria sociedade Ocidental. O mito faustiano actualiza, sintetiza e simboliza, incessantemente, a essência de um devir da Cultura Ocidental.
Vários músicos se utilizaram em obras diversas de Faust: Spohr, Berlioz, Gounod, Boito, Busoni e outros compositores do séc. XX e XXI.


[No afã de superar os conhecimentos de sua época, Fausto evoca os espíritos e, por fim, Mefistófeles, com o qual negocia viver por vinte e quatro anos sem envelhecer.
Durante este tempo, conforme o contrato assinado com seu próprio sangue, serviria o diabo a Fausto, em troca da sua alma. Entregue aos prazeres durante este tempo, é finalmente ao término deles, levado para o Inferno.
Tendo, porém, encontrado o amor de Margarida, dela tenta obter a salvação, mas foi inevitável o destino a que se comprometera.]


DANAÇÃO DE FAUSTO - BERLIOZ




FAUST DE GOUNOD


segunda-feira, 16 de maio de 2011

CONCERTO PARA PIANO E ORQUESTRA Nº.2 DE FERNANDO LOPES-GRAÇA

FERNANDO LOPES GRAÇA (1906-1994)

BIOGRAFIA:
http://cvc.instituto-camoes.pt/figuras/flgraca.html


As propostas eram diversificadas:
Abertura «Abu Hassan» de carl Maria von Weber
Variações para orquestra de Elliott Carter
Metamorfoses Sinfónicas sobre temas de Weber de paul Hindemith
Concerto para piano e orquestra nº2 de Fernando Lopes-Graça e foi este concerto que mais me exultou espiritualmente.







domingo, 17 de abril de 2011

PEDRO BURMESTER - MOZART


Pedro Burmester nasceu no Porto em 1963, estudou com a prestigiada pianista Helena Sá e Costa e terminou O Curso do Conservatório do Porto, com 20 valores.


Iniciou a sua actividade concertística aos 10 anos de idade e, desde então, já realizou mais de 1000 concertos a solo, com orquestra e em diversas formações de música de câmara, em Portugal e no estrangeiro. Participou em todos os festivais de música portugueses. No estrangeiro são de realçar apresentações em La Roque d’ Anthéron, na Salle Gaveau, no Festival de Flanders, na Frick Collection e 92nd Y em Nova Iorque, na Filarmonia de Colónia, na Gewandhaus de Leipzig, na casa Beethoven em Bona e no Concertgebouw em Amesterdam.


Leccionou durante dez anos na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE) no Porto. Foi Director Artístico e de Educação na Casa da Música, projecto que ajudou a criar e a implementar.




Fantasia kv 385 g (397) Wolfgang Amadeus Mozart



Pedro Burmester: "No Porto não toco, como protesto político"




LAMENTO MUITO, MAS CONSIDERO QUE BURMESTER TEM TODA A RAZÃO.

segunda-feira, 28 de março de 2011

domingo, 20 de março de 2011

PAUL HINDEMITH - TRAERMUSIK - para viola e orquestra de cordas



Peça escrita por Paul Hindemith, para a cerimónia fúnebre do rei Jorge V