O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós.
JEAN-PAUL SARTRE
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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Fabergé

Peter Carl Fabergé (São Petersburgo, 30 de Maio de 1846 — Lausana, 24 de Setembro de 1920), joalheiro russo, de origem franco-dinamarquesa.
Especializou-se na confecção de obras com motivos de arranjos florais, grupos humanos e animais. Actualmente é mais conhecido pelos seus famosos ovos de Páscoa, conhecidos como Ovos Fabergé realizados para a família imperial russa, e que o czar oferecia anualmente aos seus familiares.
Criados para os czares russos, os Ovos Fabergé eram obras-primas da joalheira. Produzidos com a combinação de materiais como ouro, prata, cobre e platina através da utilização de técnicas de esmaltagem plique-à-jour. Esses ovos, hoje, são disputados por coleccionadores de todo o mundo.

sábado, 24 de maio de 2014

Henri Michaux (Namur, 24 de Maio de 1899 - Paris, 18 de Outubro de 1984)

Escritor, poeta e pintor belga de expressão francesa, que obteve a nacionalidade francesa em 1955. Explorou o eu interior e o sofrimento humano através de sonhos, fantasias e experiências com drogas.
Michaux pretendia tornar-se padre mas o seu pai dissuadiu-o e foi estudar Medicina, que acabou por abandonar, decidindo ir viajar. Foi fogueiro
num navio da marinha mercante francesa.
Influenciado pela leitura de Lautréamont, começou a escrever.
Os seus pais desaprovavam o seu estilo de vida e Michaux mudou-se para Paris.
Para ganhar a vida, trabalhou como professor e secretário e começou a pintar, interessando-se pelos surrealistas. A publicação dos seus poemas foi criticada, por uns e elogiada por outros, como: André Gide, Lawrence Durrell, Octavio Paz,
Para além dos textos especificamente poéticos, redige cadernos de viagens reais ou imaginárias, com influência propositada de drogas, entre outras, mescalina, uma droga que altera a percepção do tempo e cria alucinação visuais..
Nos anos 60 Michaux igualmente fez um filme sobre o haxixe e a mescalina. Quando o filme foi mostrado na "Salle de Géographie", esta encontrava-se lotada. Michaux recebeu o prémio Einaudi em 1960 na Bienal de Veneza mas, cinco anos mais tarde, recusou aceitar o Grande Prémio de Letras francês.
"Malheur à ceux qui se contentent de peu»




o pássaro que se apaga

É durante o dia que ele aparece, no dia mais branco.
Pássaro.

Bate as asas, voa.
Bate as asas, apaga-se.

Bate as asas, ressurge.

Pousa. E depois desaparece. Com um bater de asas
apagou-se no espaço branco.

É assim que se comporta o meu pássaro familiar,
o pássaro que vem povoar o céu
do meu pequeno pátio. Povoar?
Bem se vê de que maneira...

Mas permaneço quieto, a contemplá-lo,
fascinado pela sua aparição,
fascinado pela sua desaparição.

henri michaux
antologia
tradução de margarida vale de gato
relógio d´água
1999


PINTURAS E DESENHOS






sábado, 25 de maio de 2013

SENA DA SILVA


António Martins Sena da Silva (24 de Janeiro de 1926 - 26 de Setembro de 2001), designer, arquitecto, artista plástico, fotógrafo, cronista, pedagogo e empresário, foi um dos principais divulgadores do design em Portugal.
Uma «matriz humanista», a que não é alheia a influência neorrealista, e a natural contaminação do desenho: Eis o enquadramento da exposição patente na CORDOARIA NACIONAL, em Lisboa.
«Há nas suas imagens uma especial atenção ao contexto histórico, aos anónimos, às pessoas da cidade e às circunstâncias difíceis em que vivia uma boa parte da população. Mas o que o distingue de outros fotógrafos da sua geração é a relação com o desenho, com o design, que se traduz num certo sentido de composição. No trabalho formal do modo de enquadrar. A sua plasticidade visual torna-o mais ecléctico».
Sérgio Mah, investigador e professor da Ciências da Comunicação e comissário desta exposição.
Sena da Silva faz parte de uma geração: Victor Palla, Costa Martins, Gerard Castelo-Lopes, Carlos Calvet , Carlos Afonso Dias, que fundaram a moderna fotografia portuguesa, sem se conhecerem bem uns aos outros.
Sena da Silva, experimentou a experiência criativa do olhar. E a exposição está para ver com trabalhos, que nunca foram expostos!



segunda-feira, 15 de abril de 2013

MARCEL DUCHAMP


MARCEL DUCHAMP, artista conceptual e teórico, considerado «maître à penser», de toda uma série de escolas estéticas de vanguarda. Sucessivamente cubista, dadaísta e surrealista, deixou uma obra escassa e esotérica.
Considerava-se um anti-artista, em rutura com a escola tradicional. Era um filósofo, o sentido das ideias correspondia à expressão artística do homem – como origem da concepção da arte.
Sua obra que era vista por elitista por alguns, é democrata e popular. Duchamp demonstrou que todos somos criadores se o desejarmos e se soubermos renovar constantemente o «olhar» sobre o Mundo que nos rodeia.
A criação existe em todo o homem. O contributo da criatividade é um direito a que todo o homem deve ter acesso, mas deve ter sempre por objectivo o outro.
De Duchamp é muito conhecida a sua obra «Nu descendant l’escalier» (Uma análise cronofotográfica, mutação sucessiva e simultânea do movimento), mas principalmente os seus «ready-made» (criação ocasional em fuga do «acaso»), elevando um objecto comum à qualidade de arte e o mais conhecido é sem dúvida «La Fontaine», um urinol invertido e colocado num pedestal. É uma forma de contestar tudo que na arte é motivado por anos de formação tradicional.
Um outro interesse de Duchamp foi o erotismo, Rrose Sélavy, foi o nome que escolheu, numa pretensa mudança de sexo, para compreender a dualidade do homem e da mulher.
Duchamp com o seu sorriso quase diabólico, parecia dizer: «Atenção, as coisas sempre que apresentadas, não serão aquilo que se julga que sejam. Caberá a cada um a decisão de o determinar».
O fotógrafo Man Ray foi seu amigo de experiências!





quarta-feira, 16 de maio de 2012

segunda-feira, 2 de abril de 2012

ATELIER UTOPIA – MIGUEL PALMA (GALERIA DA FUNDAÇÃO EDP-PORTO)


Conjunto de trabalhos preparatórios de diversas obras de Miguel Palma, numa exposição que é uma espécie de prolongamento do seu próprio atelier. Permite desvendar, nas suas várias fases e em diferentes peças, o próprio processo criativo do artista.
Miguel Palma tem realizado numerosas exposições no país e no estrangeiro.












sexta-feira, 9 de março de 2012

VHILS - ARTE URBANA

ARTE URBANA 
Alexandre Farto (aka VHILS)
Nasceu em Lisboa em 1987. Terminou os seus estudos em 2008 na University of the Arts em Londres. Tem participado em diversas exposições colectivas, em Portugal e no estrangeiro, como “Outsiders” na Galeria Lazarides (Nova Iorque) ou “Visual Street Performance” na Fábrica Braço de Prata (Lisboa). As suas primeiras exposições individuais incluem “Building 3 steps” com Miguel Maurício no Promontório Galeria (Lisboa), “Even if you win the rat race, you’re still a rat” na Vera Cortês Agência de Arte (Lisboa) e “Stratching the surface” na galeria Lazarides (Londres).
Alexandre Farto (aka VHILS) 



FONTE: INTERNET






segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

FERNANDO LANHAS (Porto 1923 - Porto 2012)


Pintor e arquitecto, foi pioneiro da arte abstracta. Estudou na Escola de Belas Artes no Porto e foi colega de Júlio Resende, Júlio Pomar e Nadir Afonso.

«A morte é uma coisa que não me assusta, mas incomoda-me. Põe-me a pensar e a ideia anda aqui sempre à volta da cabeça».

Apesar de nos seus últimos anos, ter grandes dificuldades para ver, nunca deixou de desenhar, escrever e sobretudo de inquietar-se com «a origem das coisas».

Lanhas além de arquitecto e pintor, desenvolveu trabalhos nas áreas de ciência, arqueologia e astronomia.

A sua última exposição foi no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, em 2001, uma exposição antológica. João Fernandes director do museu disse sobre Lanhas: «foi um artista singular, um dos casos mais universais que Portugal, infelizmente ainda não conseguiu divulgar internacionalmente».



terça-feira, 31 de janeiro de 2012

VIK MUNIZ

Um dos mais importantes artistas plásticos da actualidade,nomeado no livro, 501 Great Artists: A comprehensive Guide to the Giants of the Art World, seleccionados por Stephen Farting, membro da Royal Academy of Arts cria a partir do lixo e de alimentos, dando uma segunda vida a coisas inúteis ou que estavam longe de servirem para expandir a criatividade.
Um documentário: «Lixo Extraordinário», que fez sobre os catadores da maior lixeira do mundo, no Rio de Janeiro está nomeado para os Óscares. Já recebeu um prémio no Festival de Cinema de Berlim.
O seu trabalho está exposto no Centro Cultural de Belém, com obras criadas desde 1980.

LIXO EXTRAORDINÁRIO



PERSPECTIVA SOBRE A SUA OBRA

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

ART- DÉCO - MA BELLE-ÉPOQUE...

Janela Rua Galeia de Paris, Porto


sábado, 10 de dezembro de 2011

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

JÚLIO RESENDE (1917-2011) - RIBEIRA NEGRA

O painel pintado por Júlio Resende «Ribeira Negra» no seu original pode ser visto no Museu de Transportes do Porto, antiga Alfândega. A sua representação em Azulejo encontra-se na Ribeira, zona histórica e típica do Porto.






SOBRE O MESTRE JÚLIO RESENDE


De uma obra vastíssima, o painel Ribeira Negra, executado em 1968 por encomenda da Câmara Municipal do Porto, é tido como o melhor painel cerâmico contemporâneo. É a sua obra obra-prima, a mais emblemática, uma obra destinada ao espaço público, integrada na paisagem da cidade e muito especialmente na zona da Ribeira, onde registou de forma surpreendente as suas características.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

BANKSY -O FANTASMA PROVOCADOR DAS RUAS BRITÂNICAS

Banksy nasceu em 1975 em Bristol e o seu verdadeiro nome não é conhecido. É um artista de rua e enche as paredes de Bristol e Londres com os seus trabalhos em stencil. Iniciou a sua carreira com 14 anos, quando foi expulso da escola e esteve preso por pequenos delitos.

Como activista social, expõe a sua aversão aos conceitos de autoridade e poder. Nos seus trabalhos há criticas sociais, comportamentais e políticas de uma forma agressiva e sarcástica.

Em Bristol, inicialmente os seus trabalhos em paredes eram tapados com tinta, hoje são reconhecidos e preservados, devido à sua qualidade, Banksy conquistou o direito de intervir, ser apreciado e respeitado.


A art undergroud redefiniu, nas últimas décadas, as fronteiras e a subjectividade da expressão artística, colocando-a no limiar do vandalismo.

Porta-voz de todo um movimento libertário, Banksy surge na penumbra, mantendo o anonimato, provando que não é a auto-imagem a força motriz da projecção mediática. Banksy é um fantasma. Espectro de uma geração inconformada, política e socialmente activa e subversiva, não olha a meios para expor a sua obra. Criticando os problemas da contemporaneidade, explorando uma ideologia anarquista, pacifista, anticapitalista e absurda, assim se mostram os seus trabalhos: eficientes e provocadores, apesar de serem falíveis à passagem do tempo e ao eventual desaparecimento.


http://www.artofthestate.co.uk/banksy/banksy.htm

http://www.banksyunmasked.co.uk/