O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós.
JEAN-PAUL SARTRE
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quinta-feira, 18 de abril de 2013

PRÉMIO AMADEO DE SOUZA-CARDOSO


Amadeo de Souza-Cardoso ( 1887 – 1918) foi um pintor, que morreu cedo, quando ainda tinha tanto a dar.
Amadeo de Souza-Cardoso destacou-se entre a primeira geração de pintores modernistas, pela qualidade excecional da sua obra e pelo diálogo que estabeleceu com as vanguardas históricas do início do século XX. "O artista desenvolveu, entre Paris e Manhufe, a mais séria possibilidade de arte moderna em Portugal num diálogo internacional, intenso, com os artistas do seu tempo". A sua pintura articula-se de modo aberto com movimentos como o cubismo o futurismo ou o expressionismo, atingindo em muitos momentos – e de modo sustentado na produção dos últimos anos –, um nível em tudo equiparável à produção de topo da arte internacional sua contemporânea.

[Na 9ª.Edição do Prémio Amadeo de Souza-Cardoso, vai ser atribuído o prémio consagração a Paula Rego]



domingo, 15 de janeiro de 2012

HOMENAGEM A NADIR AFONSO

O TNSJ (Teatro Nacional de S. João) presta uma homenagem a Nadir Afonso, arquitecto, ensaísta, pintor, autor de uma obra estruturada no contexto artístico internacional com persistente pioneirismo, construída em total liberdade, o que lhe permitiu manter, em paralelo, várias orientações e linhas de trabalho.
Esta homenagem consta de uma exposição de fotografias, um filme e um livro. Três modos complementares de aceder à «intimidade» de uma vida e de uma obra.

NADIR AFONSO – NO TEMPO E NO LUGAR, fotografias de Olívia da Silva

Estar sem invadir, captar as observações diegéticas do pintor como se este apenas falasse consigo, com as linhas e cores.

NADIR AFONSO conversa com Agostinho Santos

Um livro indispensável para conhecer a obra e o homem. Intermináveis conversas, onde se conhece uma personalidade ainda e sempre desconcertante, inquieta, frontal.

NADIR AFONSO – O TEMPO NÃO EXISTE - Filme de Jorge Campos

Observação do dia a dia de Nadir na companhia da família, ouvindo-o e vendo-o deambular em volta da pintura, mergulhado nas suas raízes rurais. Trás-os-Montes, campo e contracampo da essência matemática da arte e da natureza não por acaso o centro de gravidade da poética de Nadir Afonso.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

VIOLÊNCIA E VEEMÊNCIA, características na pintura de ARMANDA PASSOS, segundo o poeta VASCO GRAÇA MOURA


Estão a ser preparadas duas exposições de trabalhos de Armanda Passos:
RESERVAS (óleo sobre tela) a inaugurar em Setembro na Casa Andresen/Jardim Botânico
OBRA GRÁFICA DE ARMANDA PASSOS, a inaugurar em Outubro no Edifício da Reitoria da Universidade do Porto

ARMANDA PASSOS, nasceu em Peso da Régua em 1944, mas toda a sua vida decorreu no Porto, onde estudou no ESBAP (Escola Superior de Belas Artes do Porto) De realçar na Avª. Marechal Gomes da Costa a CASA ARMANDO PASSOS, encomenda da artista ao arquitecto Álvaro Siza Vieira.

Sobre Armanda Passos, há vários sites, entre eles o da UP: http://sigarra.up.pt/up/web_base.gera_pagina?P_pagina=1001189



«Ouvir o traço da sua mão é seguir uma fome do céu que quer ir para lá da tela. Como uma golfada de ar maior do que o peito. É a aprendizagem do imprevisível a lançar a percepção para conceitos como a abrangência e a plenitude. É o desassossego de um imaginário entre a candura e o monstruoso, o grotesco e o ameaçador, entre o mítico, o onírico e o real, que surpreende e congela os corpos em movimento, deixando-os em suspenso.» Ângela Santos
«Mais do que olhar somos olhados! Como se fossemos também nós outras crisálidas, elaborando por detrás da carapaça algo que nos recusamos mostrar, aquilo que sempre se retrai diante do mais insistente de todos os olhares: o da Pintura» José Saramago


«Desenho bem marcado nos seus contornos e na sua arquitectura, com cores que registam uma violência e uma veemência de matriz expressionista. Criatividade com acento pessoal e especificidade temática que a tornam inconfundível». Há uma zoologia larval na senda do bestiário fantástico de Bosch».Vasco Graça Moura
«Retoma o mito dos «Animais dos Espelhos», como no texto de Jorge Luís Borges, «El Livro de los Seres Imaginarios», para nos falar das histórias que chegam do outro lado do espelho e que, quem sabe, talvez ao fim e ao cabo não possuam significados precisos mas que, precisamente por isso, se nos tornaram indispensáveis».
«Constante fidelidade a uma disciplina artística, a pintura, a uma atitude estética, a figuração e a uma temática, a figura feminina»
Luís de Moura Sobral (Prof. de História de Arte na Universidade de Montreal e titular da Cátedra da Cultura Portuguesa)

«Privilegia a possibilidade de que as coisas existam sem nome, sem data e sem história como uma brecha de uma série cavalgante de explorações para um protagonismo de arquétipos visuais que a pintora maturou, segregou e deformou».
«Enigmáticas figuras que parecem pertencer a um outro mundo que se dispõe à margem do nosso, sem querer ser a sua metáfora»
Comissária da exposição Fabíola Valença


domingo, 31 de julho de 2011

MY CHOICE - PAULA REGO (FEDP)



DISSE PAULA REGO NA INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO:
"Robert McPherson disse-me: 'Não quer vir escolher umas coisas ao British Council?' Foram os dias mais felizes da minha vida", pela primeira vez, fui curadora de uma exposição de obras de outros artistas».
Os 87 quadros patentes até 23 de Outubro no Espaço Fundação EDP Porto, junto à Casa da Música, foram escolhidos por Paula Rego em três visitas às caves onde o British Council guarda as suas reservas da colecção de arte.
"Aquelas caixas enormes, que tenho a certeza que ninguém as viu - tudo muito bem conservado, claro -, abrem-se e saem gravuras muito antigas, frescas. É como um frigorífico"
Paula Rego explicou que o principal critério de escolha foi o gosto ao primeiro olhar.
"Toda esta exposição eu escolhi porque gostei. Porque [em cada obra] houve uma coisa que me apanhou e de que gostei muito. E foram essas coisas que eu escolhi. Foi ao meu gosto. 'My choice'" [a minha escolha]".
Paula Rego referiu que já conhecia alguns quadros ou os seus autores, como dois do seu marido, Victor Willing, e outros de David Hockney e Lucian Freud, mas a maior parte dos que escolheu nem sequer sabia quem os tinha feito.
Paula Rego destacou: "Adolescência", de Gerald Brockhurst. "É famosíssimo e foi muito criticado. Lembro-me quando este quadro estava na Tate [Gallery]. Foi tirado porque achavam que era indecente", referiu, comentando que depois o artista fugiu com a modelo. Paula Rego destacou também "Mapa de Nenhures", de Grayson Perry, e "Rapariga nua com ovo", de Lucian Freud, pela "tristeza" que transmite a expressão da mulher.
UMA VISTA GERAL COM ALGUNS DESTAQUES:











Victor Willing

Lucian Freud





"Adolescência", de Gerald Brockhurst. "


A CAÇADORA FURTIVA - PAULA REGO - NA FEDP


"A Caçadora Furtiva" resulta do convite feito, em 1990, pela National Gallery, em Londres, a Paula Rego para iniciar o projecto de residências de artistas contemporâneos. O estatuto de Artista Associada da National Gallery implica a produção de obras que estabeleçam uma relação directa com esta colecção durante uma estadia de 18 meses, num atelier situado no piso inferior do museu.
A sua maior contribuição para esta residência foi "O Jardim de Crivelli", um longo painel que integra narrativas visuais sobre a vida da Virgem Maria acompanhada por várias santas e reúne os aspectos iconográficos que a artista reteve da colecção. A "Caçadora Furtiva" é um projecto original que agrega os desenhos e pinturas realizados para a execução do painel, bem como outras obras que evidenciam a experiência artística de Paula Rego.
[JÁ REFERENCIADA ESTA EXPOSIÇÃO EM PUBLICAÇÃO ANTERIOR, NO DIA 23.07]











sábado, 23 de julho de 2011

PAULA REGO

Paula Rego tem dois ateliers, um pequeno em Portugal (Cascais) e outro em Londres, em Kentish Town, que tem 400 metros quadrados e está a poucos minutos da sua casa. Diz que é o seu mundo, o seu universo, a casa de brinquedos, tudo… De segunda a sábado está lá das 11 às 18.30…É bem uma casa de brinquedos porque por lá se encontram bonecas, trajes, esqueletos manequins, quinquilharia variada… gosta de montar cenários. Monta o cenário e depois coloca lá os seus modelos habituais Lila e Tony.


Gosta de silêncio para criar…basta-lhe ter os dois modelos.
O seu processo criativo passa pela leitura de textos que motivam os primeiros desenhos…de imediato ao entrar no atelier liga a música. «A música é obrigatória, posso começar a trabalhar com Verdi e acabar com fado…
Encara o seu trabalho de uma forma religiosa :«pintar faz parte de mim…sem pintura ia parar ao manicómio…criar é uma necessidade, além do mais, mental».
Os quadros de Paula Rego, expõem com uma grande franqueza, sofrimento e violência. A pintora disse que algumas coisas foram vividas por si e outras passaram ao seu lado. Quando pintou os seus quadros sobre o aborto isso foi no intuito de intervenção social, porque viveu entre mulheres de pescadores, que lhe vinham pedir dinheiro para fazer um aborto. Dava, mas não sabia o que iam fazer, algumas morriam! Era um grande sofrimento. A legalização do aborto foi tardia em Portugal.
Outro problema que a preocupa é não só a violência física sobre as mulheres, mas também a violência moral.
«Era assim a educação das crianças: «A menina não tem opinião, não pode falar à mesa». É muito difícil libertarmo-nos disto. Mesmo agora quando tenho que dizer qualquer coisa em público tenho vergonha, penso «a menina não deve estar a falar alto». Essas coisas não passam, ficam cá».
Paula Rego interessa-se pelas histórias dos santos, especialmente santas, porque seguem o seu caminha, mesmo que as torturem. Não gosta muito de igrejas, nem do Papa, mas gosta muito de santas.
A pintora admite ter medo e é através da pintura que dá cara ao medo. Desde criança que tem medo da escuridão. Adora os contos tradicionais e considera que os portugueses são os mais duros e cruéis.
Sobre o erotismo, já lhe interessou mais do que agora.
Gosta do acto físico de desenhar com lápis ou pastel, embora o lápis seja mais rigoroso, mais preciso e magoa mais. «Pode magoar, é um pico, uma ferida, magoa e corta! O pincel faz festas».

EXPOSIÇÕES DE PAULA REGO:
PORTO – FUNDAÇÃO EDP: 2 EXPOSIÇÕES:
«MY CHOICE», 87 OBRAS DE DIFERENTES ARTISTAS DA COLECÇÃO British Council, escolha pessoal da pintora. Neste conjunto de obras está o pintor Lucien Freud (1922-2011) [http://pt.wikipedia.org/wiki/Lucian_Freud], que morreu no dia 22 de Julho e em sua homenagem deixo aqui uma das suas pinturas que motivou maior polémica.


«CAÇADORA FURTIVA», que mostra 13 trabalhos que Paula Rego desenvolveu na preparação do painel «O Jardim de Crivelli», na Notional Gallery, de Londres
LISBOA: CASA DAS HISTÓRIAS: «OROTÓRIO» «O corpo tem mais cotovelos» - «CAIXA DE ESMOLAS» (para ajudar o museu que atravessa dificuldades financeiras).

terça-feira, 30 de novembro de 2010

FUNDAÇÃO CUPERTINO DE MIRANDA - PASSEANDO PELA COLECÇÃO MILLENIUM


A Fundação está situada na Avª. da Boavista (Porto)

e expõe «100 ANOS DE PINTURA PORTUGUESA» (Colecção Millennium) até 22.01.2011


Não se esgota nos quadros fotografados, que são por ordem de colocação: Sousa Pinto, Silva Porto, Malhoa, Manuel Amado, Júlio Resende, Júlio Pomar, João Vieira, Graça Morais, Eduardo Luiz, Eduardo Barata,Cesariny, Carlos Calvet, Carlos Botelho, Cargaleiro, Armanda Passos, Palolo, Almada Negreiros, Paula Rego, René Bertholo e Vieira da Silva