O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós.
JEAN-PAUL SARTRE
Mostrando postagens com marcador ARTE - PINTURA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ARTE - PINTURA. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de julho de 2012

O ESPLENDOR DO ESPAÇO


Joseph Mallord William Turner (Londres, 23 de Abril de 1775 - Chelsea, 19 de Dezembro de 1851), pintor romântico, considerado por alguns um dos precursores do Impressionismo, em função dos seus estudos sobre cor e luz.
Romântico na pesquisa extrema de um absoluto que excede o real e encontra na sensibilidade, intuição e imaginação, o seu ponto de referência, a sua maior garantia de autenticidade. Romântico nos seus grandes temas e na sua expressão, na comunhão da paisagem e do sonho, na apoteose da tragédia, na sua recusa, na sublimação da dor e na afirmação de um espaço de cor e de luz, que é também o do espírito. Perturbadora no elo que não deixa nunca de estabelecer com o mundo perceptível, ainda que este tenha sobretudo o valor de uma metáfora.

sábado, 12 de maio de 2012

IMAGEM

Antitese da Calma - António Dacosta







A imagem é o principal problema que se põe ao pensamento no nosso tempo. A força mais autêntica da poesia reside, na capacidade de gerar imagens. A imagem é o que excede a linguagem. Ex. «O navio de espelhos» de Cesariny, «o navio de espelhos não navega, cavalga», é uma imagem forte! Embora dotados pela linguagem é pela imagem que chegamos ao epifânico, ao que nos revela, como numa cintilação, um pouco mais do que real, como dizia André Breton e ao mesmo tempo, aquilo que imediatamente se cerra sobre ele.
O real mascara-se de imagens. Mas enquanto totalidade, é inapreensível. Tudo o que fazemos é à procura de surpreender o real, tanto na poesia como na pintura. Goethe pedia mais luz, mas na verdade o que pedia era para ver melhor a realidade. A ironia poética pressupõe uma distância que nos permite duvidar. E duvidamos que as coisas sejam como são e ao mesmo tempo que seja possível experimentarmos ainda determinados sentimentos! Ironia é possibilidade de ainda se fazer poesia lírica, Adorno dizia: a poesia lírica já não cabe no mundo». Duvidamos do sentimento e da expressão.
Bernardo Pinto de Almeida (poeta e crítico e Historiador de Arte JL

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ANTÓNIO TÀPIES (1923-2012) - «A sua obra traduz a consciência dividida que é a do nosso tempo»


«Entre o desejo e a ausência é a matéria mesma que emerge com a sua subtil caligrafia» - António Ramos Rosa






domingo, 12 de fevereiro de 2012

BEATRIZ MILHAZES (1960, Rio de Janeiro)

Inspira-se no ambiente tropical, na história e na cultura do Brasil para criar os motivos básicos das suas pinturas plenas de cor. Flores, arabescos, ornamentos abstractos, formas geométricas e padrões rítmicos cruzam-se nas suas composições, expandindo um espaço plano cuja profundidade surge da colorida dinâmica dos elementos decorativos.

Esta exposição na Gulbenkian está integrada, no ano em que Portugal e Brasil tomam iniciativas para dar a conhecer as suas culturas

Beatriz Milhazes apresenta quatro novas pinturas monumentais representando as quatro estações do ano, acompanhadas por sete impressionantes colagens, uma escultura móvel e uma obra inédita, em vinil, criada especialmente para esta mostra.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

JANGADA DE MEDUSA - GÉRICAULT - UM QUADRO IMPRESSIONANTE


A "Jangada da Medusa" inscreveu o seu autor Géricault na galeria dos grandes artistas franceses do século XIX. A viagem da sofisticada fragata "Medusa" foi interrompida por um erro de navegação cometido por um comandante que não fazia nenhuma viagem marítima há vinte e cinco anos. Numa época em que se exaltava o progresso da humanidade, o naufrágio da "Medusa" evidenciou os instintos mais básicos do Homem.O canibalismo foi a última solução para os poucos sobreviventes vencerem a morte.

Géricault, em busca do reconhecimento artístico, pintou o episódio que culminou numa obra que ultrapassa o Realismo e assume uma grandiosidade sofisticada numa escala monumental. Os 491 por 716 centímetros da "Jangada da Medusa" conduziram a um escândalo político que a corte tentou ofuscar.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

DIEGO RIVERA

Hoje o Google assinala o 125º aniversário da morte do pintor DIEGO RIVERA.
Diego María de la Concepción Juan Nepomuceno Estanislao de la Rivera y Barrientos Acosta y Rodríguez(Guanajuato, 8 de dezembro de 1886 - San Ángel, Cidade do México, 24 de novembro de 1957), foi um dos maiores pintores mexicanos.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Diego_Rivera



Diego Rivera foi casado com a extraordinária pintora FRIDA KAHLO.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

COOPERATIVA ARTÍSTICA ÁRVORE – EXPO. GRAÇA MORAIS: A CAMINHADA DO MEDO

Graça Morais foi a artista distinguida na 6ª edição do Prémio de Artes Casino da Póvoa. Para além da atribuição do prémio será também adquirida uma das obras da artista plástica intitulada "Série 2011: A Caminhada do Medo VIII", que passará a integrar a colecção de arte do Casino da Póvoa, e publicada uma monografia (esta edição, exclusivamente patrocinada pelo Casino da Póvoa e realizada pela Árvore – Cooperativa de Actividades Artísticas, CRL, dá continuidade à colecção de livros de arte associada ao Prémio de Artes Casino da Póvoa).

Para a organização, este prémio "visa distinguir e homenagear a obra de uma artista que ao longo do tempo construiu uma carreira que a consagra como uma das maiores pintoras contemporâneas. Uma mulher cujo universo cruza a herança do mundo rural, que assume a condição da mulher e da natureza na intuição ligada aos sentimentos e às emoções"..

O impacto da comunicação social com a avalanche de imagens de reportagem jornalística que invadem todos os meios de comunicação influenciam a criação da artista.

[...] Desde há vários anos que a actividade de Graça Morais se divide pelos dois ateliers que mantém em Freixiel e em Lisboa e, apesar das dificuldades que essa repartição acarreta, em geral, há sempre trabalho iniciado num e noutro espaço. Por vezes, trabalho contrastante entre um registo mais delicado, em torno das temáticas florais e vegetais, das formas que as estações do ano proporcionam, dominado pela amabilidade da natureza, e um registo mais dramático e exigente dominado pela dimensão humana.

[...] Estas podem ser as migrações provocadas pelos dramas humanos das acostagens nocturnas no sul de Itália, dos africanos sedentos de um lugar na Europa, das lutas religiosas e tribais dispersas pela África e pela Ásia, das revoltas nos países árabes, dos massacres fanáticos disseminados um pouco por todo o mundo, dos conflitos urbanos mal identificados.
Este não é um mundo de abundância nem um mundo marcado pelo ritmo das estações, é um mundo que vive debaixo de um Inverno frio ou de um Verão árido que semeia carcaças de animais mortos e a desolação das catástrofes naturais. Não é um mundo de abrigos domésticos, mas de vida desamparada no exterior onde todos estão expostos, desprotegidos, mal cobertos pelas mantas informes das organizações de assistência.

[...] As peças de menor dimensão, as colagens, dão a chave para os grandes desenhos e o modo como são compostos. Aí se percebe a importância do registo fotográfico, dos apontamentos escritos em folhas de diário e a sua recuperação posterior. Intervencionados e retrabalhados, esses materiais primários transformam-se mediante a pressão de novas circunstâncias: figuras e rostos fotografados cobertos por acrílico ou refeitos em desenho; personagens modificadas mediante a adição de elementos; imagens trancadas e bloqueadas sob uma mancha; papéis com fotografias coladas recebem escorrências de tinta-da-china e pingos de acrílico. Não são apenas reconfigurados os elementos compositivos pré-existentes, são os significados que sofrem uma reconstrução, predispondo-se a novas utilizações e interpretações.

Excertos de texto de autoria de Laura Castro, in catálogo da exposição


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A PERSPECTIVA DAS COISAS. A NATUREZA MORTA NA EUROPA SÉC.XIX-XX

70 dos mais famosos nomes da pintura mundial: Picasso, Braque, Dali, Cézanne, Renoir, Gauguin, Van Gogh, Monet, Manet, Léger, Duchamp, Magritte, Matisse, mas também Amadeo, Eduaro Viana, Mário Eloy, Vieira da Silva e muitos outros. A partir de 21 de Outubro, na Fundação Gulbenkian. Comissário da expo. Neil Cox ( Universidade de Essex)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

ARMANDA PASSOS – RECURSOS [destaque: panóplia de animais expressivos onde se evidencia bastante a serpente]










Lembrei-me, de El libro de los seres imaginários (Manual de Zoologia fantástica) de Jorge Luís Borges com a colaboração de Margarita Guerrero

Recompilação de seres estranhos que surgiram da invenção humana. Desde tempos remotos, que apareceram registos desse mundo imaginário dos homens, representando sonhos, desejos, medos… Na Bíblia, o Apocalipse, tem que ser lido, para compreender a iconografia do românico…a própria igreja utilizou esse bestiário fantástico, para que Deus fosse temido... Incontornável para mim é a pintura de Hieronymus Bosch.