
JEAN-PAUL SARTRE
sexta-feira, 1 de julho de 2011
ILUSÃO

quinta-feira, 30 de junho de 2011
QUE DIFÍCIL ESCOLHER OS LIVROS DA NOSSA VIDA...
Considero bastante difícil, depois de muito ler, fazer uma lista dos livros da minha vida, ( como os filmes e como as músicas) até porque há livros que faziam todo o sentido numa determinada época da vida e noutra já não fazem tanto, por outro lado também é de considerar a temática e assim uns agradam por uma razão, outros por outra. Apesar disto vou sempre ler, quando alguém fala de livros preferidos, até para ler o que ainda não li. Neste caso foi uma escritora editora.
Dos livros citados li: «Odisseia» de Homero, já que foi para mim livro obrigatório, «A Mancha Humana» de Philip Roth, «A Tia Júlia e o Escrevedor» de Mário Vargas Losa, «Poesia» de W.B. Yeats. São livros de facto do meu agrado, mas que sejam os mais…aí reside a minha dificuldade!
Não li «Pedro Páramo in «Obra Reunida» (Uma pequena obra prima que inspirou o realismo mágico), nem «Nenhum Olhar» de José Luís Peixoto, embora tivesse lido outros livros dele.
Como quarteto de ouro da literatura portuguesa do século XX, são considerados: «Sinais de Fogo» de Jorge de Sena, «Finisterra» de Carlos de Oliveira, «Húmus» de Raul Brandão e «Mau Tempo no Canal» de Vitorino Nemésio. Li estes livros, mas o último livro, custou-me bastante a ler, eu é que sou sempre muito persistente!
Não sei…sei sem dúvida que acrescentaria «O Livro do Desassossego» de Bernardo Soares.
terça-feira, 28 de junho de 2011
FILÓSOFO INSPIRA MANIFESTAÇÕES

As manifestações contra a crise têm surgido um pouco por toda a Europa ao arrepio dos partidos políticos tradicionais.Com mais ou menos incidentes e perturbação da ordem pública. Juntam gerações, que ganham a compreensão de alguns intelectuais, que vêem nos protestos a confirmação dos seus alertas, sobre os perigos que espreitam o futuro. É o caso do francês Edgar Morin, que acaba de publicar, La voie. Pour l’ Avenir de l’Humanité (O Caminho. Para o Futuro da Humanidade).
O pensador junta a sua voz a outro francês, Stéphane Hessel, que este ano lançou o panfleto, Indignai-vos, que serviu de rastilho para movimentos de protesto, que tomaram por exemplo, várias cidades espanholas.
Morin defende a reforma da sociedade de consumo e aquilo a que chama «democracia participativa», resultante do activismo da sociedade civil. O filósofo participou na resistência à ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial e aderiu ao Partido Comunista Francês, do qual depois se desviou. Morin, numa entrevista recente, reconhece que o fim do comunismo provocou o despertar da hidra do fanatismo religioso e a sobreexcitação da hidra do capitalismo financeiro, numa sucessão de processos que tornam provável a ocorrência de uma catástrofe para a humanidade.
domingo, 26 de junho de 2011
AMBIENTE - MOHAN MUNASINGHE

MOHAN MUNASINGHE – Vice-presidente do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), das Nações Unidas, que em 2007 partilhou o prémio Nobel da Paz com Al Gore. Formado pela Universidade de Cambridge em Física, dá aulas de Desenvolvimento Sustentável em Manchester e é consultor do Governo do Sri Lanka, seu país de origem.
Algumas declarações de Munasinghe:
PONTO EM QUE ESTAMOS NO COMBATE AO AQUECIMENTO GLOBAL
O relatório do IPCC, publicado em 2007, era muito claro a dizer que o aquecimento global é um facto cientificamente confirmado e é causado pela actividade humana. Estudos mais recentes sugerem que a situação piorou. Em 2100, haverá pelo menos um aumento de três graus Celsius de temperatura; meio metro de aumento do nível do mar, no mínimo; teremos o degelo dos calotes polares; alteração na precipitação, mais tempestades, mais inundações. A situação será pior se não mudarmos o nosso comportamento.
MUDANÇA DE ESTILO DE VIDA É UMA QUESTÃO PRIORITÁRIA
As emissões de dióxido de carbono, na sua maioria vêm de países onde o rendimento per capita é elevado. No caso dos países pobres, a primeira prioridade vai no sentido de proteger os mais vulneráveis, isto porque as alterações climáticas vão afectar sobretudo os mais pobres o que é uma injustiça, porque não são eles que causam os problemas.
A crise mundial pode ser uma oportunidade para mudar comportamentos, para mudanças no sentido da sustentabilidade, mas pode-se continuar a não fazer mudanças e nesse caso cai-se num precipício e se assim for se houver uma grande catástrofe, já será demasiado tarde.
É preciso resolver os problemas do desenvolvimento sustentável: pobreza, fome, doenças, escassez de água…há uma série de problemas para resolver em conjunto. Tem que ser flectida a curva do desenvolvimento. Nos países ricos é preciso moderar o consumo, tem de haver um consumo e uma produção mais sustentáveis, com uma redução não só nas emissões do dióxido de carbono, mas também na água, na comida e por aí fora.
A questão principal é mudar a mentalidade das pessoas, não é impossível! Começa-se pelas coisas simples, hoje apagas a luz, amanhã plantas uma árvore, comes menos carne, fechas a torneira. De passos simples chegam-se a passos mais difíceis Temos que levar isto a sério, porque os líderes não estão a tomar as decisões correctas. Há uma falta de vontade política. Temos que fazer a mudança desde a base.
CONFERÊNCIA DO RIO+20, QUE SE VAI REALIZAR EM 2012
Vão ser estabelecidos os objectivos do consumo do milénio. Já temos as metas para o desenvolvimento dos mais pobres, agora os objectivos são para os mais ricos. Há 1,4 milhões de pessoas ricas no Mundo, que representam 20% da população mundial e são responsáveis por 85% de todo o consumo no Planeta. Estes precisam de fazer mudanças nos seus hábitos e se isso acontecer o impacto será enorme.
A IDEIA COM QUE SE FICA DAS CIMEIRAS É QUE AS DECISÕES NÃO SÃO IMPLEMENTADAS
Há duas coisas essenciais: as decisões são fracas e a implementação é ainda pior. Em 1992 ajudei a desenhar a Agenda XXI e a base para a convenção para as alterações climáticas, documentos excelentes para o futuro da Humanidade. Em 97 realizou-se a Convenção de Quioto, acordo fraco para o clima, mas nem isso foi correctamente implementado pela recusa dos E.U.A. O acordo de Copenhaga ainda foi ainda mais fraco. Os acordos são fracos e nem assim são implementados, porque aos líderes falta vontade política.
Em todos os países, as emissões aumentaram em vez de terem diminuído. As pessoas pensam não serem capazes de mudar, esperam que o senhor Obama, o senhor Hu Jintao façam alguma coisa. É necessário que as pessoas percebam que são capazes, porque depois, os líderes vão atrás, para já assiste-se a um recuo, as pessoas do topo não querem mudar nada, pensam na sua própria sustentabilidade. Mas isto é como o Titanic! Se o navio afundar, vão todos. Esta é a a mensagem para quem está a bloquear a mudança. São pessoas ricas, dos lóbis dos combustíveis fósseis, etc...
sábado, 25 de junho de 2011
haiku
A sensação de tocar com os dedos
O que não tem realidade-
Uma pequena borboleta.
Yosa Buson

Tocar um corpo
e o ar
e a língua de neve.
.
Tocar a erva
mortal e verde
de cinco noites
e o mar.
.
Um corpo nu.
E as praias fustigadas
pelo sol e o olhar.
.
Eugénio de Andrade
Jogo de sedução
entre o vento e as folhas.
Prazer volátil.
.
Juncos em movimento.
Os cabelos da água
penteados pelo vento.
.
Albano Martins
segunda-feira, 20 de junho de 2011
PRISIONEIROS NAS FILIPINAS...
Centro de Detenção e Reabilitação de Cebu, Filipinas: quase 1.500 detidos dançam This Is It.. Têm vários vídeos realmente impressionantes como este, a coordenação obtida não é fácil! È preciso empenho e disciplina.
Em Portugal têm sido feitas algumas experiências incluindo reclusos, vi ultimamente uma peça de teatro com actores profissionais e reclusos, mas não espectáculos desta dimensão.
É uma boa forma, de dar entusiasmo para uma vida positiva, a pessoas excluídas temporariamente da sociedade, dando-lhes uma ocupação de corpo e espírito, onde poderá estar implícita uma forma diferente de encarar a vida e impedir que o seu pensamento se concentre em aspectos sombrios.
Obviamente que têm que cumprir a sua pena, mas já lá vai o tempo de serem tratados como seres ignobeis.
O final deste vídeo é de facto surpreendente!
sexta-feira, 17 de junho de 2011
«A LARANJA MECÂNICA» - STANLEY KUBRICK

Stanley Kubrick (Nova Iorque, 26 de julho de 1928 — Hertfordshire, 7 de março de 1999) foi um dos cineastas mais importantes do século XX, considerado por muitos como o maior cineasta de todos os tempos, responsável por uma carreira notável e bem-estruturada, de início seus filmes eram sempre muito polémicos e mal-recebidos pela crítica, depois tornaram-se todos clássicos consagrados pelos mesmos.MAIS