O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós.
JEAN-PAUL SARTRE
JEAN-PAUL SARTRE
sábado, 24 de maio de 2014
MIKHAIL SHOLOKHOV
Escritor soviético, Mikhail Aleksandrovich Sholokhov nasceu a 24 de Maio de 1905 na pequena localidade de Kruzhlinin, no território cossaco de Kamenskaya, e faleceu a 21 de Janeiro de 1984 em Veshenskaya.
Filho de camponeses - o pai era russo e a mãe ucraniana - pôde no entanto receber alguns estudos.
A chegada da Revolução Russa incendiou os ânimos do país a partir de 1917 e, no ano seguinte, a Guerra Civil alastrou até aos territórios do Rio Don. Sholokhov prontamente se enfileirou no contingente bolchevique.
Em 1922 mudou-se para Moscovo, onde passou a trabalhar em ofícios tão variados como o de pedreiro e o de guarda-livros. Não obstante, ocupava os seus tempos livres frequentando seminários para escritores e publicando artigos e contos na imprensa.
O seu primeiro conto, Yunosheskaya Pravda, apareceu em 1924, ano em que regressou a Veshenskaya com o firme intuito de se tornar escritor a tempo inteiro.
Em 1925 publicou o seu primeiro livro, Donskie Rasskazy, uma colectânea de contos que se concentravam sobretudo na vida dos cossacos e na sua dimensão humana face às realidades da política e da guerra.
Aderiu ao Partido Comunista em 1932 e, embora discordando da política de Estaline, sobretudo acerca dos abusos cometidos contra os agricultores em 1933, foi eleito membro do Parlamento Soviético em 1937.
Em 1941 recebeu o Prémio Estaline em reconhecimento pela sua obra Tichii Don (O Dom Tranquilo).
O seu segundo romance, Podnyataya Tselina (Campos Lavrados), descreve os acontecimentos dramáticos que sucedem numa exploração agrícola colectivizada. Em 1959, Mikhail Sholokhov fez parte da comitiva do dirigente Nikita Kruchev em visita aos Estados Unidos da América e à Europa e, dois anos depois, tornou-se membro do Comité Central.
Foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura no ano de 1965.
Mikhail Sholokhov. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Cornell Capa
Cornell Capa (10 de Abril de 1918, Budapeste- 23 de Maio de 2008, Nova Iorque), fotógrafo, membro da Agência Magnum e o irmão mais novo do fotojornalista e fotógrafo de guerra, Robert Capa.
Nascido como Cornell Friedmann, ele era o filho mais novo de Dezso e Julia Berkovits Friedmann, Em 1931, o seu irmão Robert foi forçado a deixar o país por causa de actividades esquerdistas, que tinham sido alvo da atenção de funcionários do ditador húngaro anti-semita, Miklós Horthy.
Em 1936, Cornell foi para Paris para trabalhar com o seu irmão Robert. Em 1937, Cornell Capa mudou-se para Nova Iorque para trabalhar na revista Life.
Em Maio de 1954, Robert Capa foi morto por uma mina durante as tensões que levaram à Guerra do Vietname. Naquele mesmo ano, Cornell Capa juntou-se à Agência Magnum. Para a Magnum, Capa cobriu a União Soviética, a Guerra dos Seis Dias e a política americana.
Cornell Capa montou uma série de exibições e livros com o título de The Concerned Photographer As exibições levaram ao estabelecimento em 1974 da International Center of Photography em Nova Iorque, do qual foi director. Publicou também varias colecções de fotografias, incluindo JFK for President, uma série de fotografias sobre a campanha presidencial de 1960, que fez para a revista Life. De referir ainda um livro sobre os primeiros 100 dias da presidência de Kennedy, com Henri Cartier-Bresson e Elliott Erwitt, os seus colegas fotógrafos da Magnum.
Nascido como Cornell Friedmann, ele era o filho mais novo de Dezso e Julia Berkovits Friedmann, Em 1931, o seu irmão Robert foi forçado a deixar o país por causa de actividades esquerdistas, que tinham sido alvo da atenção de funcionários do ditador húngaro anti-semita, Miklós Horthy.
Em 1936, Cornell foi para Paris para trabalhar com o seu irmão Robert. Em 1937, Cornell Capa mudou-se para Nova Iorque para trabalhar na revista Life.
Em Maio de 1954, Robert Capa foi morto por uma mina durante as tensões que levaram à Guerra do Vietname. Naquele mesmo ano, Cornell Capa juntou-se à Agência Magnum. Para a Magnum, Capa cobriu a União Soviética, a Guerra dos Seis Dias e a política americana.
Cornell Capa montou uma série de exibições e livros com o título de The Concerned Photographer As exibições levaram ao estabelecimento em 1974 da International Center of Photography em Nova Iorque, do qual foi director. Publicou também varias colecções de fotografias, incluindo JFK for President, uma série de fotografias sobre a campanha presidencial de 1960, que fez para a revista Life. De referir ainda um livro sobre os primeiros 100 dias da presidência de Kennedy, com Henri Cartier-Bresson e Elliott Erwitt, os seus colegas fotógrafos da Magnum.
«Um verdadeiro espírito de rebeldia é aquele que busca a felicidade nesta vida.»
Henrik Johan Ibsen (Skien, 20 de Março de 1828 — Cristiânia, 23 de Maio de 1906) dramaturgo norueguês, considerado um dos criadores do teatro realista moderno. Foi o maior dramaturgo norueguês do Século XIX. Foi também poeta e director teatral, sendo considerado um dos fundadores do modernismo no teatro . Entre os seus maiores trabalhos destacam-se Brand, Peer Gynt, Um Inimigo do Povo, Imperador e Galileu, Casa de Bonecas, Hedda Gabler, Espectros, O Pato Selvagem e Rosmersholm.
PARA QUEM SE INTERESSA POR HISTÓRIA!
Leopold von Ranke (Wiehe/Unstrut, 21 de Dezembro de 1790 — Berlim, 23 de Maio de 1880) um dos maiores historiadores do século XIX, e é frequentemente considerado como o pai da "História cientifica". Ranke definiu o tom de boa parte dos escritos históricos posteriores, introduzindo ideais de vital importância para o uso do método cientifico na pesquisa histórica, como o uso prioritário de fontes primárias, uma ênfase na história narrativa e especialmente em política internacional (Aussenpolitik) e um comprometimento em mostrar o passado tal como realmente foi (wie es eigentlich gewesen ist).
As obras de Ranke foram bastante populares e as suas teorias sobre como um historiador deve trabalhar as fontes foram largamente adoptadas pela maioria dos historiadores e tendências historiográficas. No início do século XX, alguns historiadores como E. H. Carr, Fernand Braudel (o qual foi um dos fundadores da Escola dos Annales) consideram as ideias de Ranke ingénuas, tediosas e ultrapassadas. Entretanto, alguns historiadores ainda utilizam as teorias de Ranke, particularmente no campo da História Política, sendo que sua metodologia e técnicas permanecem em uso por quase todos os historiadores profissionais actualmente.
As obras de Ranke foram bastante populares e as suas teorias sobre como um historiador deve trabalhar as fontes foram largamente adoptadas pela maioria dos historiadores e tendências historiográficas. No início do século XX, alguns historiadores como E. H. Carr, Fernand Braudel (o qual foi um dos fundadores da Escola dos Annales) consideram as ideias de Ranke ingénuas, tediosas e ultrapassadas. Entretanto, alguns historiadores ainda utilizam as teorias de Ranke, particularmente no campo da História Política, sendo que sua metodologia e técnicas permanecem em uso por quase todos os historiadores profissionais actualmente.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Sir Laurence Kerr Olivier
Sir Laurence
Kerr Olivier, Barão Olivier de
Brighton, OM (Dorking, 22 de Maio de 1907 — Steyning, 11 de Julho de 1989) actor, produtor e director cinematográficos ,
vencedor de prêmios como Oscar, Globo de Ouro, BAFTA e
quatro vezes vencedor do Emmy. É considerado por muitos como o maior ator anglófono de
todos os tempos.
Agraciado com o título de sir em
1947, Laurence Olivier foi um dos mais carismáticos atores do século XX. Sua
presença em palco fascinava o público e sua credibilidade como intérprete, no
drama como na comédia, proporcionou-lhe os maiores êxitos.
Foram as peças de Shakespeare que lhe proporcionaram as maiores glórias
da carreira, tanto no cinema como no teatro. Representou, produziu e dirigiu as
obras "Henrique V" , "Hamlet",
"Ricardo III".
Participou de 121 peças de
teatro, apresentando-se nos palcos da Inglaterra, de
vários países da Europa e nos Estados
Unidos. A sua trajetória no cinema foi extensa, participou em 65
filmes, alguns deles também como diretor.
A sua primeira premiação com o Oscar foi em
1946, pela sua atuação e direção em "Henrique V". Dois anos depois
"Hamlet"
levou quatro Oscars:
filme, ator principal, direção de arte e figurino. Em 1978 recebeu um Oscar
especial pelo conjunto da sua obra e por sua contribuição à arte
cinematográfica.
Em 1969 foi convidado para
narrar o documentário sobre a Segunda Guerra Mundial: The World at War. Produzido de 1969 a 1973, as
entrevistas inéditas com testemunhas oculares e personagens históricos, as
raras imagens colhidas de diversos países envolvidos no conflito e a narração
ímpar de Olivier, fizeram deste documentário o mais significativo de todos os
tempos.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
William Ralph Inge
«Preocupação é interesse pago em problemas, antes deles acontecerem»
«Quem come da árvore do conhecimento sempre acaba expulso de algum paraíso»
«As pessoas mais felizes são aquelas que não têm nenhuma razão específica para serem felizes, excepto o facto de se sentirem felizes»
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
A solidão desola-me, a companhia oprime-me. A presença de outra pessoa descaminha-me os pensamentos. Bernardo Soares -Livro do Desassossego
Eu sou uma antologia.
Escrevo tão diversamente
Que, pouca ou muita a valia
Dos poemas, ninguém diria
Que o poeta é um somente.
Pessoa foi uma pluralidade singular e esteve acompanhado por várias personagens que ele criou, todos eles tinham uma assinatura e alguns se corresponderam mutuamente.
Ocorria-lhe um pensamento que logo ligava a determinada pessoa irreal, como sendo um amigo, inventando um nome, acrescentando história e figura – cara, estatura, traje, gestos – ele estava ali à sua frente.
Assim teve vários amigos e conhecidos que nunca existiram, mas que ouvia, vi-a e senti-a. Desde criança que inventou os seus amigos imaginários.
António Mora, figura literária, que navega no mar de Pessoa, com contornos
mal definidos. Personalidade pouca conhecida, mas surpreendente. Escreveu O
Regresso dos Deuses» 300 páginas de prosa e um poema.
Álvaro de Campos disse sobre Mora: era uma soma de veleidades especulativas. Passava a vida a mastigar Kant e a tentar ver com o pensamento se a vida tinha sentido.
Um discípulo de Alberto Caeiro: indeciso, como todos os fortes, não tinha encontrado a verdade, ou o que para ele fosse a verdade. Encontrou Caeiro e encontrou a verdade. Caeiro deu-lhe a alma que ele não tinha.
A lista de obras pensadas para António Mora é muito vasta. Autor de vários textos sociológicos e filosóficos, um louco que revive a Grécia Antiga, mas depois perde-se no turbilhão pessoano.
Seu único poema:
Uma coisa queremos
Outra fazemos.
Quem quer somos nós sós
Quem faz não somos nós.
Quem somos tem o intuito
Quem não somos o fruto
Alheio à intenção.
Todos não são quem são.
Nem génio único, nem louco múltiplo ou esquizofrénico, é possível ser genial sendo muitos, é possível ser muitos sem estar doido, embora a criação comporte um quantum de loucura. Pessoa foi múltiplo, mas senhor da sua multiplicidade, numa «ruidosa solidão».
Escrevo tão diversamente
Que, pouca ou muita a valia
Dos poemas, ninguém diria
Que o poeta é um somente.
Pessoa foi uma pluralidade singular e esteve acompanhado por várias personagens que ele criou, todos eles tinham uma assinatura e alguns se corresponderam mutuamente.
Ocorria-lhe um pensamento que logo ligava a determinada pessoa irreal, como sendo um amigo, inventando um nome, acrescentando história e figura – cara, estatura, traje, gestos – ele estava ali à sua frente.
Assim teve vários amigos e conhecidos que nunca existiram, mas que ouvia, vi-a e senti-a. Desde criança que inventou os seus amigos imaginários.
Álvaro de Campos disse sobre Mora: era uma soma de veleidades especulativas. Passava a vida a mastigar Kant e a tentar ver com o pensamento se a vida tinha sentido.
Um discípulo de Alberto Caeiro: indeciso, como todos os fortes, não tinha encontrado a verdade, ou o que para ele fosse a verdade. Encontrou Caeiro e encontrou a verdade. Caeiro deu-lhe a alma que ele não tinha.
A lista de obras pensadas para António Mora é muito vasta. Autor de vários textos sociológicos e filosóficos, um louco que revive a Grécia Antiga, mas depois perde-se no turbilhão pessoano.
Seu único poema:
Uma coisa queremos
Outra fazemos.
Quem quer somos nós sós
Quem faz não somos nós.
Quem somos tem o intuito
Quem não somos o fruto
Alheio à intenção.
Todos não são quem são.
Nem génio único, nem louco múltiplo ou esquizofrénico, é possível ser genial sendo muitos, é possível ser muitos sem estar doido, embora a criação comporte um quantum de loucura. Pessoa foi múltiplo, mas senhor da sua multiplicidade, numa «ruidosa solidão».
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