O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós.
JEAN-PAUL SARTRE

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

DA FILOSOFIA INÚTIL

«O Livro do Desassossego» tem nesta obra um sucedâneo. «Da Filosofia Inútil», tem a crueza da verdade, é um livro negro e pessimista, sobre o género humano e a vida em geral. É uma visão onde me sinto cair e depois me esforço por me iludir. Virar a cabeça à dureza da realidade e olhar para a luz ofuscante!
É uma leitura muito próxima do que vimos e ouvimos diatiamente nos media actualmente, que nos desencanta, que nos deprime.
Sempre fui de extremos, ou caio no realismo mais cruel ou no sonho mais delirante, mas sempre procuro viver no equílibrio!

CITAÇÕES DO LIVRO

« Não devemos acreditar por maldade ou ingenuidade, mas por gozo».

«A nossa consciência não evolui, apenas se repete».

SOBRE A VELHICE:

«A velhice feliz é uma mentira piedosa».

«Envelhecer é o preço a pagar pela cobardia de continuar».

«A velhice nunca é bonita, todo o envelhecimento é penoso, uma impotência vivida e uma soma de inabilidades».

«A velhice é uma doença que prolonga a vida».

«Há poucos episódios tão dolorosos como a diferença de 30 ou 40 anos entre duas fotografias da mesma pessoa. O tempo é um tumor intratável».

«A doença invade-nos, insulta o nosso orgulho.»

«Nunca regressaremos.»

«O grande acontecimento não reside em morrer, mas em estar a morrer, em não acabar de morrer. O problema reside no durante, na duração. Morrer é deixar de morrer».

Contenção incisiva, prosa aforística, embriagada de voluptuosa construção frásica e barroca. Em João Brás há: Schopenhauer, Cioran, Camus, Jonh Gray e uns toques de Manuel de Laranjeira, António Nobre e a melancolia muito portuguesa. Unamuno, contactou com vários portugueses e considerou-nos um povo suicida.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

RAPIDAMENTE ESTÁ A CHEGAR O 2012!

O 2012 é para a Europa uma grande incógnita e Portugal está na zona mais cinzenta, qualquer desejo passa por ser também uma interrogação! Tudo se mantém em suspenso e há muito a clarificar, para que desejos possam ultrapassar uma certa barreira que me bloqueia. O meu desejo a nível global é que se possa ir construindo um mundo melhor, colocando um pouco ao lado os interesses da economia, pelos valores mais importantes: justiça e paz!

O meu desejo de saúde para todos!

Em tempo de valsa, lembrando os famosos concertos de fim de ano, deixo aqui uma valsa, é bem necessário acertar o passo em uníssono!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

GUERRA SANTA (BIOGRAFIA DE VASCO DA GAMA) – NIGEL CLIFF


Nigel Cliff encontrava-se em Nova Iorque no dia do atentado às Torres Gémeas e a tragédia que observou, motivada pelo conflito entre o Islão e o Ocidente, deu-lhe o tema para um livro sobre Vasco da Gama, o navegador que uniu o Ocidente e o Oriente, pelas especiarias tão desejadas pela Europa.

Vasco da Gama foi o único rival de Cristóvão Colombo, mas em relação a este foi mais mal tratado pela História.

Cliff veio a Portugal e deslocando-se ao estuário do Tejo ficou intrigado com a coragem tida para entrar no Oceano, que considerou uma aventura monumental. Pensou em Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar a Lua e considerou a viagem de Vasco da Gama, mais perigosa, porque em relação à Lua a viagem foi acompanhada passo a passo pela tecnologia, enquanto no caso da Índia, 170 homens desapareceram por vários anos, ninguém os podia ajudar, estavam mesmo por sua conta.

Os conflitos entre o islamismo e o cristianismo, existem há muitos séculos e na época dos descobrimentos foram uma questão perigosa. A viagem de Vasco da Gama significou uma ascendência sobre o mundo do Islão. Cliff considera esta viagem a última cruzada e o fim do mundo medieval, quando a evangelização era um tema constante dos monarcas da época. Claro, que não se pode separar a religião da economia, as duas coisas andavam juntas


Escrever este livro, sobre um Vasco da Gama com uma vida aventurosa, tão exótica e excitante, foi uma tarefa compensadora, para Cliff. Não é um livro para académicos, é um livro para grandes audiências.

Como noutras viagens, não foi por acaso que Vasco da Gama chegou à Índia, entre a viagem de Bartolomeu Dias e a de Gama, outras viagens foram feitas, para estudar ventos e correntes. Para chegar lá, foi necessário acumular conhecimentos. Do mesmo modo também não foi Pedro Álvares Cabral que «achou» o Brasil, quando lá chegou já outras viagens tinham sido feitas, dentro de uma estratégia de secretismo de D. João II.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

LIMIAR DA MALDADE

São conhecidos da física fenómenos que ocorrem apenas a magnitudes limiares, que de modo algum existem até determinado limiar codificado e conhecido da natureza ter sido ultrapassado... É evidente que a malvadez também tem o seu limiar. Sim, um ser humano hesita e oscila entre o bem e o mal toda a sua vida... Mas enquanto o limiar de maldade não for ultrapassado, a possibilidade de retorno mantém-se e o indivíduo mantém-se dentro dos limites da nossa esperança.

Martin Amis, in 'Koba o Terrível'


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

JANGADA DE MEDUSA - GÉRICAULT - UM QUADRO IMPRESSIONANTE


A "Jangada da Medusa" inscreveu o seu autor Géricault na galeria dos grandes artistas franceses do século XIX. A viagem da sofisticada fragata "Medusa" foi interrompida por um erro de navegação cometido por um comandante que não fazia nenhuma viagem marítima há vinte e cinco anos. Numa época em que se exaltava o progresso da humanidade, o naufrágio da "Medusa" evidenciou os instintos mais básicos do Homem.O canibalismo foi a última solução para os poucos sobreviventes vencerem a morte.

Géricault, em busca do reconhecimento artístico, pintou o episódio que culminou numa obra que ultrapassa o Realismo e assume uma grandiosidade sofisticada numa escala monumental. Os 491 por 716 centímetros da "Jangada da Medusa" conduziram a um escândalo político que a corte tentou ofuscar.

domingo, 18 de dezembro de 2011

«O MANIFESTANTE»

A revista TIME, escolheu para figura do ano «O MANIFESTANTE». Da Primavera Árabe e Atenas, do Occuppy Wall Street a Moscovo, a revista apresenta em capa um jovem, com a cara tapada por um lenço, deixando só os olhos visíveis. A escolha dos leitores recaíu em Julian Assange, fundador do portal Wikileaks, mas a Time defendeu a sua posição editorial, como um exercício de «jornalismo democrático interactivo» e elegeu Assange como «personalidade não grata» do ano. No ano passado a revista distinguiu o fundador do facebook, Mark Zuckerberg.