O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós.
JEAN-PAUL SARTRE

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Sir Laurence Kerr Olivier

Sir Laurence Kerr Olivier, Barão Olivier de Brighton, OM (Dorking, 22 de Maio de 1907  Steyning, 11 de Julho de 1989) actor, produtor e director cinematográficos , vencedor de prêmios como Oscar, Globo de Ouro, BAFTA e quatro vezes vencedor do Emmy. É considerado por muitos como o maior ator anglófono de todos os tempos.
Agraciado com o título de sir em 1947, Laurence Olivier foi um dos mais carismáticos atores do século XX. Sua presença em palco fascinava o público e sua credibilidade como intérprete, no drama como na comédia, proporcionou-lhe os maiores êxitos.
Foram as peças de Shakespeare que lhe proporcionaram as maiores glórias da carreira, tanto no cinema como no teatro. Representou, produziu e dirigiu as obras "Henrique V" , "Hamlet", "Ricardo III".
Participou de 121 peças de teatro, apresentando-se nos palcos da Inglaterra, de vários países da Europa e nos Estados Unidos. A sua trajetória no cinema foi extensa, participou em 65 filmes, alguns deles também como diretor.
A sua primeira premiação com o Oscar foi em 1946, pela sua atuação e direção em "Henrique V". Dois anos depois "Hamlet" levou quatro Oscars: filme, ator principal, direção de arte e figurino. Em 1978 recebeu um Oscar especial pelo conjunto da sua obra e por sua contribuição à arte cinematográfica.

Em 1969 foi convidado para narrar o documentário sobre a Segunda Guerra Mundial: The World at War. Produzido de 1969 a 1973, as entrevistas inéditas com testemunhas oculares e personagens históricos, as raras imagens colhidas de diversos países envolvidos no conflito e a narração ímpar de Olivier, fizeram deste documentário o mais significativo de todos os tempos.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

William Ralph Inge

«Preocupação é interesse pago em problemas, antes deles acontecerem»

«Quem come da árvore do conhecimento sempre acaba expulso de algum paraíso»

«As pessoas mais felizes são aquelas que não têm nenhuma razão específica para serem felizes, excepto o facto de se sentirem felizes»

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A solidão desola-me, a companhia oprime-me. A presença de outra pessoa descaminha-me os pensamentos. Bernardo Soares -Livro do Desassossego

Eu sou uma antologia.
Escrevo tão diversamente
Que, pouca ou muita a valia
Dos poemas, ninguém diria
Que o poeta é um somente.

Pessoa foi uma pluralidade singular e esteve acompanhado por várias personagens que ele criou, todos eles tinham uma assinatura e alguns se corresponderam mutuamente.
Ocorria-lhe um pensamento que logo ligava a determinada pessoa irreal, como sendo um amigo, inventando um nome, acrescentando história e figura – cara, estatura, traje, gestos – ele estava ali à sua frente.
 Assim teve vários amigos e conhecidos que nunca existiram, mas que ouvia, vi-a e senti-a. Desde criança que inventou os seus amigos imaginários.



António Mora, figura literária, que navega no mar de Pessoa, com contornos mal definidos. Personalidade pouca conhecida, mas surpreendente. Escreveu O Regresso dos Deuses» 300 páginas de prosa e um poema.
Álvaro de Campos disse sobre Mora: era uma soma de veleidades especulativas. Passava a vida a mastigar Kant e a tentar ver com o pensamento se a vida tinha sentido.
Um discípulo de Alberto Caeiro: indeciso, como todos os fortes, não tinha encontrado a verdade, ou o que para ele fosse a verdade. Encontrou Caeiro e encontrou a verdade. Caeiro deu-lhe a alma que ele não tinha.
A lista de obras pensadas para António Mora é muito vasta. Autor de vários textos sociológicos e filosóficos, um louco que revive a Grécia Antiga, mas depois perde-se no turbilhão pessoano.

Seu único poema:

Uma coisa queremos
Outra fazemos.
Quem quer somos nós sós
Quem faz não somos nós.
Quem somos tem o intuito
Quem não somos o fruto
Alheio à intenção.
Todos não são quem são.

 Nem génio único, nem louco múltiplo ou esquizofrénico, é possível ser genial sendo muitos, é possível ser muitos sem estar doido, embora a criação comporte um quantum de loucura. Pessoa foi múltiplo, mas senhor da sua multiplicidade, numa «ruidosa solidão».


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Eugène Ionesco (Slatina, Roménia, 26 de Novembro de 1909 — Paris, 28 de Março de 1994)



"Pensar contra o nosso tempo é um acto de heroísmo. Mas dizê-lo é um acto de loucura"

"Sendo o cómico a intuição do absurdo, ele afigura-se-me mais desesperante do que o trágico"

"O facto de sermos habitados por uma nostalgia incompreensível seria mesmo assim o sinal de que existe um além"

"Mergulha, sem limites, no espanto e na estupefacção; deste modo podes ser sem limites, assim podes ser infinitamente"



Eugênio Ionesco é considerado, com o Irlandês Samuel Beckett, o pai do teatro do absurdo, segundo o qual é preciso ‘’para um texto burlesco, uma interpretação dramática; para um texto dramático, uma interpretação burlesca’’. Porém, além do ridículo das situações mais banais, o teatro de Ionesco representa de maneira palpável, a solidão do homem e a insignificância de sua existência. Não queria que suas obras fossem categorizadas como Teatro do absurdo, preferindo em vez de absurdo, a palavra insólito. Percebeu no termo insólito um aspecto ao mesmo tempo pavoroso e maravilhoso diante da estranheza do mundo, enquanto a palavra absurdo seria sinonimo de insensato, de incompreensão.
«Não é porque não compreendemos uma coisa que ela é absurda», resumiu seu biógrafo André Le Gall.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Jack London (São Francisco, 12 de Janeiro de 1876 - Califórnia, 22 de Novembro de 1916)


Autor, jornalista e activista social, pioneiro no que era, então, o novo mundo das revistas comerciais de ficção, tendo sido um dos primeiros romancistas a obter celebridade mundial somente com as suas histórias, além de uma grande fortuna. Dentro das suas obras mais conhecidas, estão The Call of the Wild, Before Adam, White Fang e The Sea Wolf ("O lobo do mar").

A verdadeira função do homem é viver, não existir. Eu não gastarei meus dias tentando prolongá-los. Eu usarei meu tempo."

"A vida é como um fermento, uma levedura que se move por um minuto, uma hora, um ano, um século, um milénio, mas que por fim terá paralisado os movimentos. Para manter-se em movimento, o grande come o pequeno. Para manter-se forte, o forte come o fraco. O que tem sorte prolonga o seu movimento por mais tempo - eis tudo."

- O Lobo-do-Mar (The Sea-Wolf), livro de 1904

André Paul Guillaume Gide (Paris, 22 de Novembro de 1869 — Paris, 19 de Fevereiro de 1951)

André Gide - Recebeu o Nobel de Literatura de 1947. Oriundo de uma família da alta burguesia, foi o fundador da Editora Gallimard e da revista Nouvelle Revue Française. Gide não somente era homossexual assumido, como também falava abertamente em favor dos direitos dos homossexuais, tendo escrito e publicado, entre 1910 e 1924, um livro destinado a combater os preconceitos homofóbicos da sociedade de seu tempo, Corydon.



«Na frente de certos ricos, como não se sentir uma alma de comunista?"

"Nada impede mais a felicidade do que a lembrança da felicidade."

"Todas as coisas já foram ditas, mas como ninguém escuta é preciso sempre dizer de novo."

"Crê nos que buscam a verdade, duvida dos que a encontram."
"As mentiras mais detestáveis são as que mais se aproximam da verdade."

domingo, 10 de novembro de 2013

Friedrich Schiller

Johann Christoph Friedrich von Schiller (Marbach am Neckar, 10 de Novembro de 1759 — Weimar, 9 de Maio de 1805), mais conhecido como Friedrich Schiller, poeta, filósofo e historiador alemão. Schiller foi um dos grandes homens de letras da Alemanha do século XVIII, e juntamente com Goethe,Wieland e Herder é representante do Romantismo alemão e do Classicismo de Weimar.
Beethoven imortalizou o seu poema «Ode à Alegria», na sua última sinfonia, a Nona.
Neste poema Schiller expressa uma visão idealista da raça humana como irmandade, uma visão que tanto este como Beethoven partilhavam.
Este poema não foi oficialmente adoptado nem pelo Conselho da Europa, nem posteriormente pela União Europeia, permanecendo como um hino sem letra, pois a música é uma linguagem universal e obtém o mesmo efeito, este Hino expressa os ideais de liberdade, paz e solidariedade, ideais estes que a Europa e as suas instituições como um todo querem e ambicionam prosseguir. (VÊ-SE!!!!)

Síntese de Ode à Alegria: Escuta irmão esta canção da alegria Um canto alegre de quem espera um novo dia. Vem,canta, sonha cantando, Vive esperando um novo sol Em que os Homens voltarão a ser irmãos.